Congressistas solicitam impeachment do presidente do Paraguai

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Paraguai enfrenta crise bancária após colapso do Ueno Bank, levando a pedidos de impeachment do presidente.

O Paraguai está vivenciando uma grave crise bancária, resultado do colapso do Ueno Bank, que deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso ao seu dinheiro. A situação alarmante gerou uma onda de insatisfação popular e levou à convocação de sessões extraordinárias no Congresso para discutir o impeachment do presidente Santiago Peña.

O presidente da Câmara dos Deputados, Raúl Latorre, anunciou que duas sessões extraordinárias ocorrerão na quinta-feira para analisar as moções de impeachment contra Peña e seu vice, Pedro Alliana. Os congressistas da oposição responsabilizam o governo pela crise, alegando que a má gestão e conflitos de interesse contribuíram para o colapso do banco.

Na quarta-feira, 35 congressistas apresentaram formalmente pedidos de impeachment, solicitando a convocação de uma sessão para discutir o futuro do presidente. As acusações incluem uso indevido de fundos de pensão e acobertamento de irregularidades na administração do Ueno Bank.

Até o momento, não houve pronunciamento público de Peña sobre o processo de impeachment. Em sua conta nas redes sociais, ele pediu aos congressistas que priorizassem os interesses das pessoas afetadas pela crise e garantiu que todos os responsáveis por irregularidades seriam processados.

Santiago Peña, economista conservador que assumiu a presidência em 2023, foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do Ueno Bank, até março de 2025. O Ueno, que cresceu rapidamente de uma fintech a um banco de médio porte, atualmente gerencia cerca de US$ 850 milhões em fundos públicos.

A intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank ocorreu na última segunda-feira, após a constatação de que a instituição não cumpria os requisitos mínimos de solvência, resultando na crise que afetou quase metade da população do país.

As repercussões da crise levaram à renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, e à nomeação de Raúl Vera Bogado para o cargo, um economista com experiência anterior na presidência do Banco Central entre 2001 e 2002. O pedido de aprovação para a nomeação foi encaminhado ao Congresso.

O Ministério Público do Paraguai já iniciou uma investigação criminal, resultando na detenção de oito dirigentes e ex-dirigentes do Ueno Bank, incluindo o presidente da instituição e um empresário associado ao grupo.

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