Copa do Mundo 2026 se transforma em laboratório global para inteligência artificial, dados e infraestrutura digital
Copa do Mundo 2026 redefine gestão, tecnologia e negócios no futebol.
Desde o início do ano, a cobertura sobre a Copa do Mundo de 2026 tem revelado como o evento transcende os gramados, trazendo inovações significativas em gestão, tecnologia e negócios. O torneio, que teve sua abertura no Estádio Azteca, na Cidade do México, é considerado o mais complexo já realizado, com a participação de 48 seleções, 16 estádios em três países e uma infraestrutura tecnológica que eleva a competição a um novo patamar.
Infraestrutura e inteligência artificial
A Copa do Mundo de 2026 será marcada por um uso sem precedentes de tecnologia. A Lenovo, como parceira oficial de tecnologia da FIFA, desenvolveu uma arquitetura robusta que suporta até 180 milhões de acessos simultâneos. Essa estrutura integra servidores de inteligência artificial, computação de alto desempenho e resfriamento líquido, focando na experiência do torcedor, inteligência operacional, análise esportiva e legado tecnológico.
Uma das inovações mais empolgantes é a criação de avatares digitais tridimensionais dos jogadores, utilizando dados coletados em campo com precisão centimétrica, que serão integrados ao sistema de VAR. Além disso, a bola Trionda, da Adidas, incorpora um chip de IA que fornece dados em tempo real sobre posição e impacto, melhorando a precisão nas decisões de arbitragem.
O sistema de rastreamento óptico, com 16 câmeras por estádio, captura até 29 pontos do corpo de cada jogador, realizando até 50 medições por segundo. A infraestrutura de 5G nos países-sede também permitirá a criação de estádios inteligentes, oferecendo realidade aumentada e estatísticas ao vivo acessíveis via celular.
Clubes como o Bayern de Munique estão na vanguarda da adoção de inteligência artificial no futebol, utilizando aplicativos que mapeiam a jornada do torcedor e geram dados que influenciam tanto decisões de negócios quanto a experiência do público nas arquibancadas.
Além disso, quatro seleções que competirão no Mundial utilizam a plataforma SAP Sports One, que centraliza dados de desempenho e planejamento, permitindo um monitoramento quase em tempo real e otimizando a preparação para os jogos.
Estádios e experiência do torcedor
A transformação digital no esporte é evidente em diversos estádios que já operam como plataformas digitais complexas. Um exemplo é o estádio do Atlético de Madrid, que conta com mais de 1.500 pontos de acesso Wi-Fi gerenciados por inteligência artificial, garantindo uma experiência conectada e otimizada para os torcedores.
Essas inovações tecnológicas não apenas melhoram a experiência do público, mas também posicionam a Copa do Mundo de 2026 como um laboratório global para a aplicação de tecnologia no entretenimento esportivo.
Transmissão
A Globo anunciou uma infraestrutura avançada para a cobertura do Mundial, com o GloboPlay adotando protocolos de baixa latência para suas transmissões. Isso permitirá que os espectadores assistam aos jogos em 4K, reduzindo significativamente o atraso nas transmissões em relação à TV aberta.
Com a GE TV, a Globo integra televisão, streaming e redes sociais, criando uma operação ágil que ajusta formatos em tempo real. A Copa de 2026, com jogos em três países e diferentes fusos horários, representará um grande desafio e teste para essa nova abordagem.
Gestão de tecnologia
Marcos Ráyol, novo CTO do Lance!, tem como objetivo transformar a empresa em uma media tech focada em produto e dados. A Copa do Mundo será o primeiro grande teste dessa nova estrutura, que precisa lidar com um aumento potencial de audiência durante o torneio.
A empresa está redesenhando sua infraestrutura para operar em tempo real, com desenvolvedores trabalhando com o suporte de inteligência artificial, visando uma reorganização mais ampla do trabalho técnico e a melhoria da eficiência operacional.
