Coreia do Norte afirma que Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares não tem caráter vinculativo

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Coreia do Norte reafirma sua condição de Estado nuclear e descarta adesão ao TNP.

A Coreia do Norte declarou que não está sujeita ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e que a pressão internacional não alterará seu status como país dotado de armas nucleares. A afirmação foi divulgada pela imprensa oficial nesta quinta-feira, 7 de setembro.

Desde sua retirada formal do TNP em 2003, após ameaças em 1993, Pyongyang conduziu seis testes nucleares e possui um arsenal estimado em dezenas de ogivas, o que resultou em várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU contra o país.

Durante a 11ª Conferência de Revisão do TNP, realizada na sede da ONU, Kim Song, representante da Coreia do Norte, criticou os Estados Unidos e seus aliados por questionarem o status nuclear do país. Ele enfatizou que as alegações externas não afetarão os direitos soberanos da nação.

Kim afirmou que a condição da Coreia do Norte como Estado nuclear é inalterável e está formalmente reconhecida em sua Constituição, que detalha os princípios do uso de armas nucleares.

A Coreia do Norte tem reiterado que não abandonará seu programa nuclear, considerando-o um caminho “irreversível” e prometendo fortalecer suas capacidades bélicas.

Além disso, Pyongyang tem colaborado com a Rússia, enviando tropas e artilharia para apoiar a invasão da Ucrânia, enquanto recebe assistência tecnológica militar em troca.

Atualmente, os nove países com arsenal nuclear — Rússia, Estados Unidos, França, Reino Unido, China, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte — possuem um total de 12.241 ogivas nucleares, conforme dados recentes. Os Estados Unidos e a Rússia detêm quase 90% desse total e têm investido em programas de modernização de suas armas nucleares nos últimos anos.

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