Coreia do Norte ameaça novas ações militares contra o Japão após teste de míssil
Ucrânia busca mísseis Tomahawk para intensificar sua defesa na guerra contra a Rússia.
Recentemente, a Ucrânia expressou interesse em adquirir mísseis Tomahawk, uma arma de precisão que pode alterar o equilíbrio de poder no conflito com a Rússia.
Os mísseis Tomahawk, desenvolvidos nos Estados Unidos, estão em uso militar desde a década de 1980 e são conhecidos por sua capacidade de atingir alvos a longas distâncias com alta precisão. Com um alcance de aproximadamente 1.600 quilômetros, esses mísseis são lançados principalmente de navios e submarinos, o que dificulta sua detecção pelos sistemas de defesa inimigos.
O Japão, por sua vez, também está ampliando suas capacidades militares e realizou recentemente testes com mísseis Tomahawk. A Força de Autodefesa Marítima do Japão disparou o míssil a partir do destróier Chokai no Oceano Pacífico, marcando seu primeiro teste com essa tecnologia. Este movimento provocou uma resposta da Coreia do Norte, que anunciou que tomará “novas escolhas militares” em resposta às ações do Japão, que considera uma ameaça.
A irmã do líder norte-coreano, Kim Yo-jong, expressou preocupações sobre a crescente ambição militar do Japão e a participação deste em exercícios militares com os Estados Unidos, reforçando a tensão na região. A Coreia do Norte indicou que tomará medidas adicionais para responder às atividades militares de Tóquio, embora não tenha detalhado quais seriam essas ações.
Os mísseis Tomahawk são considerados uma solução eficaz para operações em território hostil, graças aos seus sistemas de orientação de precisão. Apesar de sua velocidade relativamente baixa, a capacidade de voar a baixa altitude torna-os menos vulneráveis a interceptações.
O investimento do Japão em mísseis Tomahawk, estimado em US$ 1 bilhão para a compra de 400 unidades até 2028, reflete uma mudança significativa na postura militar do país, que busca se afirmar como uma potência militar na região. Essa situação tem o potencial de intensificar ainda mais as tensões entre as nações envolvidas e alterar o panorama da segurança na Ásia-Pacífico.