CPI do Crime Organizado convoca Ibaneis, Cláudio Castro e Campos Neto para depor

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Senado aprova convocação de ex-governadores para CPI do Crime Organizado.

A Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado do Senado aprovou, nesta terça-feira, as convocações dos ex-governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

O senador Alessandro Vieira, autor do requerimento de convocação de Ibaneis, ressaltou que seu depoimento é crucial para que a CPI compreenda as relações comerciais entre o escritório de advocacia do ex-governador e entidades que estão sob investigação da Polícia Federal. Ele também mencionou os critérios que influenciaram as decisões de governo nas negociações entre o Banco de Brasília e o Banco Master.

Vieira destacou que o escritório fundado por Ibaneis Rocha teve contratos significativos com entidades ligadas ao Grupo Reag Investimentos e ao Banco Master, ambos alvos de investigações federais. Além disso, o escritório recebeu transferências financeiras incomuns do Grupo J&F.

O senador ainda afirmou que, enquanto estava à frente do Poder Executivo do Distrito Federal, Ibaneis teria tomado atitudes diretas para que o banco público adquirisse o Banco Master, que já havia vendido aproximadamente R$ 12,2 bilhões em créditos questionáveis ao BRB.

No que diz respeito a Cláudio Castro, Vieira argumentou que o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro proporcionaria à CPI uma visão abrangente, permitindo investigar as falhas institucionais que dificultam o combate à lavagem de dinheiro e à infiltração de criminosos nas estruturas do estado.

Segundo o senador, o Rio de Janeiro se tornou um campo de testes para as dinâmicas mais complexas do crime organizado no Brasil. Ele observou que, nos últimos anos, a clara divisão entre facções ligadas ao narcotráfico e grupos milicianos formados por agentes de segurança pública se transformou em uma simbiose criminosa, frequentemente chamada de narcomilícia.

Vieira enfatizou que a oitiva de Cláudio Castro, na condição de ex-governador, é não apenas relevante, mas essencial para o progresso dos trabalhos da Comissão.

Ausências

A convocação de Castro e Ibaneis foi aprovada após os ex-governadores não terem comparecido aos convites da comissão. O mesmo ocorreu com Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, que também foi reconvocado por não ter comparecido à reunião da CPI.

Vieira, ao solicitar a convocação de Campos Neto, ressaltou que isso não implica responsabilidade por qualquer fato investigado. Ele destacou que os procedimentos e práticas do Banco Central podem oferecer informações valiosas para os trabalhos da comissão.

Além das convocações, os senadores aprovaram pedidos de quebra de sigilo de pessoas físicas e jurídicas, atendendo às novas exigências do Supremo Tribunal Federal.

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