Cresce em 14 pontos percentuais a percepção de ROI da inteligência artificial entre bancos brasileiros, revela Febraban

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A inteligência artificial ganha espaço no setor financeiro brasileiro com aumento significativo de investimento e adoção.

A dificuldade em perceber o retorno sobre o investimento (ROI) em inteligência artificial no setor financeiro brasileiro está diminuindo. A última pesquisa sobre tecnologia bancária revelou que a percepção de ROI subiu de 5% em 2024 para 19% no ano passado.

O crescimento do valor investido em inteligência artificial é notável. Em 2024, os bancos investiram aproximadamente R$ 596 milhões em desenvolvimento de IA, e esse número aumentou para R$ 826 milhões em 2025, representando um crescimento de 39%. Para 2026, a expectativa é que a IA continue sendo prioridade de investimento para 84% das instituições financeiras.

A pesquisa também indica que, apesar da presença da inteligência artificial em várias áreas, cerca de 60% das instituições ainda estão em fases iniciais de adoção. A inteligência artificial generativa apresenta um percentual ainda maior de adoção em fase experimental.

Embora a IA esteja no topo das listas de orçamento, a maior prioridade para as instituições financeiras é a cibersegurança. Todos os entrevistados destacaram a área como de alta (84%) ou média (17%) relevância.

Os bancos estão utilizando a inteligência artificial para aprimorar a experiência do cliente, com 80% dos investimentos direcionados a essa finalidade. As aplicações mais comuns incluem sugestões de produtos e suporte ao cliente por meio de chatbots.

Entre 2024 e 2025, houve uma mudança no foco dos investimentos em IA. Em 2024, a maior parte do orçamento era destinada à compra de softwares, enquanto em 2025, o foco se deslocou para serviços de TI, cujo investimento aumentou de 3,1% para 5,8%.

Os bancos estão também investindo em treinamentos especializados e ampliando a contratação de talentos para suportar a evolução tecnológica. Em 2025, 11% dos profissionais bancários eram da área de tecnologia, e 42% das instituições planejam aumentar esse número, com uma expectativa de crescimento médio de 22%.

O aumento do orçamento tecnológico dos bancos, juntamente com a previsão de R$ 50,4 bilhões em investimentos para 2026, demonstra que o setor financeiro continua sendo o maior investidor em tecnologia no Brasil. Esse avanço requer profissionais cada vez mais qualificados para sustentar a evolução do setor.

O orçamento tecnológico cresceu 58% nos últimos cinco anos, com uma previsão de investimento de R$ 50,4 bilhões para 2026, o que representa um aumento de 8% em relação a 2025.

As maiores prioridades dos bancos

A cibersegurança deve continuar sendo uma prioridade à medida que a inteligência artificial avança e os consumidores se tornam mais digitais. Atualmente, 83% das transações bancárias no Brasil são realizadas por canais digitais, com um crescimento de 169% no mobile banking nos últimos cinco anos.

Os heavy users, clientes que realizam mais de 80% de suas transações em um único canal, representam 76% da base de usuários digitais. O mobile banking se consolidou como o principal canal de expansão, com um aumento significativo em transações financeiras e investimentos.

A nuvem também se destaca no orçamento dos bancos, com R$ 3,9 bilhões investidos em migração para nuvem em 2025, um aumento de 30% em relação a 2024. Os benefícios incluem acesso a inovações tecnológicas, eficiência operacional e recuperação de desastres.

Além disso, novas tecnologias como blockchain e computação quântica estão ganhando espaço na TI bancária, embora a computação quântica ainda seja considerada de baixa relevância pela maioria dos entrevistados.

Pix se consolida como meio de pagamento

O Pix continua a crescer tanto entre consumidores finais quanto empresas, com um aumento de 19% nas transações via mobile banking e 53% no internet banking. O sistema de pagamento lidera as transações nas maquininhas do comércio, com 3,7 milhões de contas PJ realizando mais de 50 transações via Pix por mês.

A penetração do Pix é impulsionada pela confiança dos usuários e pelos novos produtos oferecidos, como a transação por aproximação, que pode competir com cartões de débito. No último ano, 80% das transações via

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