Crescimento da renda e empregabilidade de diplomados no ensino técnico no Rio Grande do Sul é destacado em pesquisa
Estudo revela avanços significativos na inserção de egressos do ensino técnico no mercado de trabalho do Rio Grande do Sul.
Divulgada nesta segunda-feira, uma pesquisa inédita sobre a trajetória profissional dos egressos do ensino técnico estadual no Rio Grande do Sul destaca melhorias na inserção no mercado de trabalho formal, assim como em termos de remuneração e estabilidade. O estudo analisou 39.112 diplomados no período de 2013 a 2017.
A pesquisa foi realizada pela Secretaria da Educação (Seduc) e pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), utilizando dados do Sistema de Gestão da Rede Estadual de Ensino e da Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego. Esses dados possibilitaram o acompanhamento da trajetória profissional dos egressos por até cinco anos após a conclusão dos cursos.
Um dos principais achados do estudo foi o aumento significativo da inserção no mercado de trabalho formal. Antes da formação técnica, apenas 41,8% dos egressos estavam empregados formalmente. No quinto ano após a conclusão do curso, esse índice saltou para 67,1%.
Aumento de renda
A pesquisa também apontou um crescimento na remuneração média dos trabalhadores formados na rede estadual. Antes da formação, a média salarial era de 1,7 salários mínimos. Cinco anos após a conclusão do curso técnico, esse valor subiu para 2,1 salários mínimos.
Outro aspecto analisado foi o tempo de permanência no emprego formal. O tempo médio de emprego aumentou de 126,7 dias antes da formação para 237,2 dias no quinto ano após a conclusão do curso, demonstrando maior estabilidade profissional ao longo do período observado.
Adicionalmente, a pesquisa revelou que mais de 80% dos egressos inseridos no mercado formal possuíam vínculos empregatícios com prazo indeterminado no quinto ano após a qualificação, indicando uma forte tendência de estabilidade no emprego.
Para Danielle Calazans, titular da SPGG, os resultados do estudo evidenciam a eficácia das políticas públicas na vida dos jovens. Segundo ela, o estudo orienta o planejamento das ofertas de cursos, alinhando-as às demandas do mercado regional e promovendo oportunidades que ajudam a reduzir desigualdades sociais.
Raquel Teixeira, da Seduc, destacou que a educação profissional nas escolas estaduais é uma chave para ampliar as oportunidades e promover o desenvolvimento econômico e social. Ela enfatizou a importância de um currículo que responda aos desafios contemporâneos, afirmando que os resultados positivos demonstram a eficácia de uma gestão baseada em evidências.
Inserção profissional
Resultados significativos foram também identificados entre os estudantes do Ensino Técnico Integrado ao Ensino Médio. Antes da qualificação, apenas 11,4% desses jovens estavam no mercado formal, mas no quinto ano após a conclusão do curso, essa taxa subiu para 74%, próximo dos 75% observados na modalidade subsequente ou concomitante.
Além disso, 34,4% dos egressos da modalidade integrada trabalharam em áreas relacionadas à sua formação, um percentual mais alto do que o dos alunos das modalidades subsequente ou concomitante. Também foi identificado que 39,2% dos estudantes do Ensino Técnico Integrado optaram por continuar seus estudos após a conclusão da formação técnica.
