Crescimento do consumo das famílias chinesas fica abaixo da renda em 2026

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Consumidores chineses adotam cautela nos gastos, mesmo com aumento na renda disponível

Nos primeiros nove meses de 2026, os gastos das famílias na China avançaram 3,6%, enquanto a renda disponível per capita registrou um crescimento de 5,3%. Apesar desse aumento na renda, a parcela destinada ao consumo caiu para 65,3%.

Os dados revelam que os consumidores chineses estão sendo mais cautelosos em suas despesas. A renda disponível, que é uma medida importante para entender o poder de compra das famílias, cresceu de forma significativa, mas isso não se traduziu em um aumento proporcional nos gastos.

As estatísticas mostram uma redução de 1,06 ponto percentual na proporção da renda destinada ao consumo em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este percentual é um dos mais baixos desde 2013, com exceção dos anos de 2020 e 2022, que foram impactados pela pandemia de covid-19.

Outro ponto a se destacar é que a renda líquida per capita proveniente de propriedades teve um crescimento de apenas 1,6%, o que está abaixo do crescimento geral da renda. Esse resultado reflete os ajustes que ocorreram nos mercados imobiliário e acionário, afetando os rendimentos das famílias.

A variação das principais fontes de renda per capita nos nove primeiros meses de 2026 é a seguinte:

  • Renda operacional líquida: alta de 6,5%;
  • Transferências: alta de 5,7%;
  • Salários: alta de 5,3%;
  • Rendimentos de propriedades: alta de 1,6%.

Os salários continuam a ser a principal fonte de recursos para as famílias chinesas, o que indica a importância do mercado de trabalho na sustentação da economia familiar.

Esses números sugerem que, apesar do crescimento da renda, a confiança dos consumidores permanece baixa, refletindo um cenário de cautela e incertezas em relação ao futuro econômico do país.

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