Crise Migratória em Ceuta: UE Convoca Reunião de Emergência
Crise migratória em Ceuta provoca reunião de emergência na União Europeia
A União Europeia convocou uma reunião de emergência para discutir a crescente crise migratória em Ceuta, um enclave espanhol no norte da África. O encontro, agendado para esta terça-feira (4), reunirá ministros do Interior dos países membros para abordar a situação crítica enfrentada na fronteira com o Marrocos.
O pedido para a reunião foi formalizado por 22 países-membros em uma carta à Irlanda, que atualmente ocupa a presidência rotativa da UE. O documento sugere um possível reforço das operações da Frontex, a agência europeia de fronteiras, além de uma reavaliação da cooperação com o Marrocos para conter a migração.
Embora a Espanha esteja no centro da crise, ela não assinou a carta, assim como Irlanda, França, Luxemburgo e Portugal. A crise se intensificou na última quinta-feira (30), quando aproximadamente 60 mil migrantes tentaram entrar em Ceuta, utilizando diversos meios, incluindo a travessia a nado.
Infelizmente, a travessia resultou na morte de pelo menos 72 pessoas, a maioria afogada no mar Mediterrâneo. As equipes de busca continuam a recuperar corpos, enquanto a polícia e o Exército espanhol reforçam a segurança nas ruas e praias do enclave.
A situação humanitária é ainda mais complicada pela presença de menores desacompanhados. Estima-se que 862 crianças e adolescentes estejam em Ceuta, recebendo proteção legal especial contra deportação. Os centros de acolhimento, tanto para adultos quanto para menores, estão sobrecarregados devido à demanda crescente.
Para tentar evitar novas entradas, a Guarda Civil espanhola implementou uma barreira flutuante de cerca de 500 metros no mar, criando uma “fronteira marítima” em um ponto crítico utilizado por migrantes. Essa estrutura temporária visa dificultar a travessia para o território espanhol.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressou seu agradecimento à Espanha pela sua atuação durante a crise. Ela destacou a importância de reforçar a vigilância nas fronteiras externas da UE, sugerindo que o bloco deve intensificar os esforços para garantir a segurança e a gestão da migração.
