Cury promete não fazer ‘balcão de negócios’ e declara intenção de ‘aposentar Lula’

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Augusto Cury rejeita a ideia de um governo baseado em negociações políticas.

O candidato à Presidência da República, Augusto Cury, do Avante, declarou que não pretende formar um governo através de um “balcão de negócios”. Em suas afirmações, ele destacou que tem mantido diálogo com lideranças de diversos partidos, mas que isso não significa que irá negociar cargos.

Durante uma sabatina na Jovem Pan, Cury mencionou alguns nomes de políticos com quem tem conversado, incluindo figuras de partidos como Republicanos, Podemos, PSDB e Solidariedade. Apesar disso, ele enfatizou que não está fazendo convites para esses indivíduos integrarem sua futura gestão.

“Nós não vamos fazer um balcão de negócios, lotear o Brasil em hipótese alguma”, afirmou Cury, ressaltando que a seleção de integrantes para um eventual governo será baseada em competência e especialização, não em filiação partidária.

Quando questionado sobre a presença de políticos experientes entre seus interlocutores, Cury reiterou que a menção a esses nomes não implica em convites. “O que nós temos que fazer é parar com essa história de lotear cargos”, disse o candidato.

Ele expressou a intenção de montar um “time de ouro” e deixou claro que não tem interesse em fazer carreira política. Cury também se posicionou contra a reeleição e afirmou que sua prioridade será escolher os melhores nomes para governar o país.

Ao abordar a questão de como obter apoio de um Congresso diversificado sem recorrer a negociações por cargos, Cury focou na disputa presidencial, afirmando que seu objetivo é derrotar o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

“O sonho de Lula da Silva é ter Flávio Bolsonaro no segundo turno. O pesadelo do Lula da Silva é me ter no segundo turno, porque eu vou aposentar o Lula”, declarou Cury, demonstrando confiança em sua candidatura.

O candidato também mencionou a importância do diálogo com a Câmara e o Senado para formar uma maioria e defendeu a necessidade de um pacto entre os Poderes. Segundo ele, o Brasil opera sob um sistema que, embora não seja formalmente parlamentarista, possui uma forte influência parlamentar.

Cury havia anteriormente sugerido que, se eleito, convocaria o Congresso e o Supremo Tribunal Federal para um “pacto nacional”. Ele criticou a atuação do STF, afirmando que a Corte deveria se concentrar em seu papel de guardião da Constituição, em vez de legislar no lugar do Congresso.

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