Cury propõe aumento da taxa sobre apostas e criação de Ministério da Inteligência Artificial
Augusto Cury propõe criação de ministério de inteligência artificial e aumento de impostos sobre apostas esportivas.
O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, anunciou em uma sabatina que, se eleito, criará um ministério voltado para a inteligência artificial e a robótica. Além disso, propôs aumentar a tributação sobre casas de apostas esportivas para pelo menos 50%.
Cury justificou sua proposta ao afirmar que o Brasil pode ser “atropelado” pelas rápidas transformações tecnológicas previstas para os próximos anos. Segundo ele, a automação pode provocar um aumento significativo no desemprego, o que exige uma resposta institucional robusta.
Ao ser questionado sobre a aparente contradição entre a proposta de cortes e a criação de novas estruturas, Cury argumentou que ambas as ações são compatíveis. Ele afirmou que, apesar de cortes em algumas áreas, há necessidade urgente de investimentos em setores estratégicos.
O candidato sugeriu a redução do número de ministérios existentes em 8 a 10, propondo a criação de um Ministério da Segurança Pública e um Ministério da Robótica e da Inteligência Artificial. Cury fez uma piada sobre convidar Ronaldo Caiado para liderar a nova pasta, referindo-se a ele como “o xerife do Brasil”.
Para o setor de inteligência artificial, Cury defendeu a formação de pelo menos 10.000 doutores na área, ressaltando a importância de ter profissionais qualificados para aplicar essas tecnologias em setores como a produção de medicamentos, agricultura 4.0 e indústria.
DÍVIDA PÚBLICA
Cury comparou a atual alíquota de 12% sobre apostas com as taxas aplicadas a alimentos e energia elétrica, defendendo uma taxação de pelo menos 50%, citando 52% como um patamar razoável. Ele acredita que essa medida poderia aumentar significativamente a arrecadação do país.
Além disso, o candidato propôs a divisão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em dois bancos: um voltado para grandes empresas e outro focado exclusivamente em microempresas, com a meta de financiar ao menos 10 milhões de pequenos negócios.
No que diz respeito ao Bolsa Família, Cury sugeriu que entre 10 a 15 milhões de beneficiários possam ter uma segunda fonte de renda sem perder o benefício, o que, segundo ele, melhoraria as contas públicas de forma significativa.
TELEMEDICINA
Em relação à saúde, Cury afirmou que o Conselho Federal de Medicina precisa ser modernizado, defendendo a implementação da telemedicina. Ele propôs que 80% das consultas básicas do SUS sejam realizadas por meio dessa tecnologia, com médicos especialistas disponíveis 24 horas por dia e orientações e prescrições enviadas por aplicativos.
O candidato destacou que uma telemedicina eficiente, utilizando inteligência artificial e médicos capacitados, poderia atender situações críticas, como uma criança com diarreia e vômito durante a madrugada em áreas periféricas.
Quando questionado sobre um artigo do CFM que afirma que os serviços médicos à distância não podem substituir a assistência presencial, Cury respeitou a posição do conselho, mas insistiu na necessidade de regulamentação que acompanhe as inovações tecnológicas. Ele enfatizou que a velocidade das mudanças está superando a capacidade de adaptação dos profissionais de saúde.
INFLUENCIADORES COMO EMBAIXADORES
Durante a sabatina, Cury argumentou que o Brasil não é bem representado internacionalmente e que as embaixadas precisam ser modernizadas. Ele sugeriu que colaboradores e embaixadores sejam treinados para atuar como influenciadores e “vender o país” de forma mais eficaz, sem necessariamente aumentar os custos.
Ele destacou a importância de utilizar as plataformas digitais para promover a imagem do Brasil adequadamente, ressaltando que nas missões mais relevantes para a pacificação, a representação deve ser feita por diplomatas de alto nível.
