Custo de violação de dados no Brasil atinge recorde de R$ 7,44 milhões

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Custo médio de violação de dados no Brasil atinge R$ 7,44 milhões em 2026.

O custo médio de uma violação de dados no Brasil alcançou R$ 7,44 milhões em 2026, estabelecendo um novo recorde. Esse valor representa um aumento de 3,5% em relação aos R$ 7,19 milhões registrados em 2025, mantendo a tendência de crescimento, embora em um ritmo mais lento do que o observado anteriormente.

O estudo que embasa esses dados analisou as experiências de 602 organizações ao redor do mundo, incluindo 42 no Brasil, que enfrentaram violações entre março de 2025 e fevereiro de 2026. Essa pesquisa revela a gravidade do problema e a necessidade de medidas mais eficazes de proteção de dados.

No setor de saúde, o custo médio por incidente é o mais elevado, atingindo R$ 12,55 milhões, um aumento em relação aos R$ 11,43 milhões de 2025. Os setores de tecnologia e serviços seguem na lista, com custos de R$ 8,96 milhões e R$ 8,63 milhões, respectivamente. Em 2025, o setor financeiro ocupava a segunda posição com um custo de R$ 8,92 milhões.

Inteligência artificial pesa nos dois lados

Estudos indicam que uma em cada quatro ameaças cibernéticas é impulsionada por inteligência artificial (IA). Globalmente, os ataques originados por IA têm um custo médio de R$ 35 milhões, superando em cerca de R$ 6 milhões os incidentes não gerados por essa tecnologia. A maioria desses ataques (62%) tem como alvo infraestruturas críticas, como serviços financeiros e de energia.

A inteligência artificial também beneficia as empresas que investem em segurança. Organizações brasileiras que utilizam IA e automação em suas práticas de segurança reportaram custos médios 30% menores em comparação àquelas que não adotam essas tecnologias. Enquanto o custo médio para empresas que não utilizam esses recursos é de R$ 8,69 milhões, aquelas que utilizam IA conseguem reduzir esse valor significativamente. Contudo, apenas 33% das empresas no Brasil planejam aumentar seus investimentos em ferramentas de segurança e governança de IA.

Phishing perde espaço, mas fica mais caro

O phishing, técnica que utiliza mensagens fraudulentas para roubo de dados, e o comprometimento da cadeia de suprimentos são as causas mais comuns de incidentes no Brasil, cada uma representando 16% dos casos. O custo médio associado ao phishing é de R$ 7,93 milhões, enquanto o comprometimento da cadeia de suprimentos gera um custo médio de R$ 7,32 milhões. Em 2025, o phishing representava 18% das violações, com custo médio de R$ 7,18 milhões.

Fatores que contribuem para o aumento dos custos incluem a complexidade dos sistemas de segurança, que adiciona em média R$ 645,2 mil ao custo de cada violação. A falta de visibilidade sobre aplicações não autorizadas, conhecida como shadow IT, representa um custo adicional de R$ 720,3 mil.

No Brasil, a realização de testes de segurança ofensivos, que simulam ataques reais para identificar vulnerabilidades, é a medida que proporciona maior economia, com uma média de R$ 579,4 mil por incidente. Outras práticas eficazes incluem a criptografia, que gera uma economia média de R$ 478,1 mil, e a gestão de credenciais, com uma economia de R$ 454,7 mil.

Cenário global mostra falhas básicas

Os incidentes de ransomware aumentaram para 39%, representando um crescimento de 5% em relação ao ano anterior. Além disso, os invasores passaram a explorar a reputação das marcas como forma de pressão, com 41% das organizações violadas não criptografando dados sensíveis armazenados ou em trânsito.

Entre as violações que envolveram modelos ou aplicações de IA, 27% foram causadas por compromissos de interfaces de programação e plug-ins, bem como por configurações inadequadas de nuvem. Isso evidencia a necessidade de melhorias na segurança dos sistemas que cercam essas tecnologias.

Recomendações

Para mitigar os riscos, especialistas sugerem que as empresas integrem segurança e remediação aos fluxos de desenvolvimento, fortaleçam a proteção de identidades e acessos e utilizem automação para responder rapidamente às ameaças. O relatório de

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