Da urna ao resultado: o percurso do voto explicado

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Urnas eletrônicas garantem segurança e sigilo nas eleições de 2026.

A urna eletrônica é um equipamento crucial para o registro de votos, assegurando o sigilo das escolhas dos eleitores. Durante a votação, a urna opera de forma isolada e conta com diversos mecanismos de segurança que garantem a integridade dos dados registrados.

O 1º turno das Eleições 2026 está agendado para o dia 4 de outubro. Antes de serem utilizadas nas seções eleitorais, as urnas e os sistemas de votação passam por rigorosos procedimentos de preparação, que incluem testes e auditorias. Esses processos podem ser acompanhados por entidades fiscalizadoras autorizadas.

Os sistemas eleitorais são disponibilizados para inspeção antes da eleição, incluindo testes de segurança e análise dos programas. É importante destacar que, durante a votação, as urnas não possuem conexão com a internet, Wi-Fi ou Bluetooth, garantindo um ambiente seguro para a escolha dos eleitores.

Funcionamento isolado da urna eletrônica

Durante o processo de votação, a urna eletrônica opera de maneira isolada, executando apenas os programas que foram previamente inspecionados e autorizados pela Justiça Eleitoral. O uso de chaves criptográficas para assinar digitalmente os arquivos gerados assegura a autenticidade e a integridade das informações coletadas.

Após o encerramento da votação, os dados são gravados em uma mídia de resultado e enviados aos sistemas de totalização da Justiça Eleitoral por uma rede específica para esse fim.

Fiscalização rigorosa dos sistemas eleitorais

Os programas utilizados nas urnas passam por diversas etapas de fiscalização antes de sua instalação. O código-fonte dos sistemas eleitorais é disponibilizado para inspeção das entidades fiscalizadoras durante um período definido pela Justiça Eleitoral.

Um dos principais mecanismos de auditoria é o Teste Público de Segurança, que permite que especialistas e pesquisadores identifiquem possíveis vulnerabilidades nos sistemas, possibilitando a correção de falhas antes da eleição.

Na fase de assinatura digital e lacração, os programas são apresentados às instituições fiscalizadoras e, após serem compilados, recebem códigos de verificação, conhecidos como hashes, e assinaturas digitais. Esses sistemas são posteriormente gravados em mídias que são lacradas para uso nas urnas.

Teste de integridade das urnas eletrônicas

Um dos métodos de fiscalização é o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, que simula uma votação em um ambiente controlado para assegurar que a urna registre e contabilize os votos corretamente.

Durante esse teste, votos previamente preenchidos em cédulas de papel são inseridos na urna eletrônica, e o resultado gerado pelo equipamento é comparado com os votos registrados manualmente.

A partir de 2024, esse procedimento também inclui uma modalidade com biometria, onde eleitores voluntários habilitam a urna de teste utilizando seus dados biométricos.

Boletim de Urna como ferramenta de conferência

Ao final da votação, a urna imprime um Boletim de Urna, que documenta a quantidade de votos contabilizados naquela seção eleitoral. Esse boletim permite a comparação entre o resultado da seção e as informações enviadas ao sistema de totalização.

A Justiça Eleitoral disponibiliza esses documentos para consulta pública, e entre os procedimentos de auditoria previstos estão a comparação do boletim impresso com o recebido pelo sistema de totalização, além da verificação da assinatura digital e a recontagem dos votos através do Registro Digital do Voto (RDV).

Registro Digital do Voto (RDV)

O RDV é um arquivo que registra os votos de forma individual, sem vinculação à identidade do eleitor. Esse mecanismo é fundamental para auditorias e eventuais recontagens.

A legislação eleitoral e as normas do TSE estabelecem procedimentos rigorosos para verificar a autenticidade e a integridade dos sistemas e dos arquivos gerados pelas urnas.

Funcionamento da urna em caso de falta de energia

A urna eletrônica é equipada com uma bateria própria, permitindo que continue funcionando mesmo em caso de interrupção no fornecimento de energia elétrica. A Justiça Eleitoral possui protocolos específicos para garantir o funcionamento adequado dos equipamentos em locais de difícil acesso.

Data da votação das

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