Daniel Vorcaro não concedeu entrevista a William Bonner; site é alvo de golpe
Circula uma falsa entrevista de Daniel Vorcaro com William Bonner, associada a um golpe financeiro.
Recentemente, um site tem circulado nas redes sociais, simulando uma entrevista entre Daniel Vorcaro e William Bonner. O conteúdo promovido pelo site recomenda uma plataforma que promete ganhos financeiros exorbitantes, mas se trata de um golpe. A informação é classificada como #FAKE.
A suposta entrevista apresenta imagens de um encontro entre Vorcaro, Bonner e um advogado, alegadamente ocorrido no início do ano. Contudo, essas imagens foram geradas por inteligência artificial, evidenciando a falsidade do conteúdo.
Na narrativa da entrevista falsa, Vorcaro é citado dizendo que o uso de uma plataforma chamada Potencial Infinito App é a razão pela qual produtos de investimento do Master oferecem rentabilidade superior à média do mercado. Afirmam que “mais de 47 mil brasileiros já utilizam Potencial Infinito App e ganham sem esforço entre R$ 14,9 mil e R$ 30,5 mil por mês”.
O site contém um link que direciona os usuários para assinar a Potencial Infinito App. A página pede informações pessoais, como nome, e-mail e telefone, e apresenta um botão com a mensagem “junte-se agora”, um artifício típico de golpes que induzem a ações rápidas. Após esse processo, a vítima é solicitada a realizar um pagamento de R$ 600, via cartão de crédito ou PIX, sem saber para onde o dinheiro está sendo enviado.
A desinformação foi analisada por ferramentas que detectam imagens criadas ou manipuladas por inteligência artificial, com um resultado indicando 99% de probabilidade de que as fotos da página falsa foram geradas por esse recurso.
Além disso, a direção de um grande portal de notícias confirmou que nunca publicou tal conteúdo. A plataforma Meta, responsável por redes sociais como Facebook e Instagram, ainda não havia se pronunciado sobre o caso até a última atualização.
Esse tipo de material é um golpe clássico, frequentemente impulsionado por anúncios nas redes sociais. Casos semelhantes já foram desmentidos anteriormente, envolvendo outras figuras públicas.
