Defesa afirma que Deolane é absolutamente inocente em investigação

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Deolane Bezerra se declara inocente em caso de lavagem de dinheiro

A defesa da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra afirmou que ela é “absolutamente inocente” das acusações de lavagem de dinheiro ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As medidas adotadas pela Justiça na Operação Vérnix foram classificadas como “desproporcionais” pela equipe jurídica.

Após a prisão preventiva da influenciadora, os advogados emitiram uma nota destacando que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo e reafirmaram a confiança na atuação do Poder Judiciário. A defesa também se comprometeu a colaborar com a investigação para demonstrar a legalidade das atividades exercidas por Deolane como advogada.

A prisão preventiva de Deolane foi mantida após a audiência de custódia, onde ela permaneceu inicialmente na Penitenciária Feminina de Santana, localizada na Zona Norte da capital paulista. A influenciadora foi presa na quinta-feira (21), em Barueri, na Grande São Paulo, e transferida na manhã de sexta-feira (22) para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado.

Durante a audiência, os advogados solicitaram a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar, alegando a necessidade de Deolane estar presente na vida de sua filha de 9 anos. O pedido se fundamenta em entendimentos do Judiciário que permitem medidas alternativas à prisão para mulheres com filhos menores, especialmente em casos sem condenação definitiva.

Deolane foi detida na Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC. As investigações começaram após a apreensão, em 2019, de manuscritos atribuídos a membros da facção criminosa. A partir desses documentos, a empresa Lopes Lemos Transportes Ltda. foi identificada como central na movimentação de recursos ilícitos.

De acordo com as apurações, a influenciadora teria recebido valores da transportadora investigada, sendo suspeita de misturar recursos ilícitos com movimentações financeiras legais, atuando como uma espécie de “caixa” do crime organizado. A defesa de Deolane nega veementemente essas alegações.

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