Defesa de Bolsonaro irá entregar armas à PF nesta segunda-feira

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Ministro revoga porte de armas de Jair Bolsonaro e determina apreensão de 11 armamentos.

A defesa de Jair Bolsonaro deve entregar à Polícia Federal, nesta segunda-feira, as 11 armas registradas em nome do ex-presidente. A medida é uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que foi emitida na última sexta-feira.

Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses e, desde 24 de março, está em prisão domiciliar por questões de saúde. O ministro Moraes decidiu manter a prisão domiciliar, mas revogou o porte de arma e o certificado de registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) do ex-presidente.

A decisão inclui a apreensão imediata de uma pistola que foi encontrada durante uma blitz no dia 15 de junho, no Distrito Federal, além de outras 10 armas vinculadas ao nome de Bolsonaro.

Eis as 11 armas apreendidas:

  • Pistola Glock, calibre 9mm (apreendida em junho de 2026);
  • Pistola Forjas Taurus, série KVJ78119, calibre .380 Automatic;
  • Pistola Forjas Taurus, série SGW80868, calibre .40 S&W;
  • Pistola Glock, série BDFW477, calibre 9x19mm Parabellum;
  • Carabina/fuzil Caracal, série 16C167687, calibre 5,56x45mm;
  • Pistola Caracal, série 11C150018, calibre 9x19mm Parabellum;
  • Carabina/fuzil Springfield Armory, série 1198953, calibre 7,62x51mm;
  • Espingarda Typhoon, série JMB0001, calibre 12 GA;
  • Pistola Arex, série 0038, calibre 9x19mm Parabellum;
  • Pistola SIG-Sauer, série M17091397, calibre 9x19mm Parabellum;
  • Espingarda Maestro Arms Company, série 481-H21YD-1017, calibre 12 GA.

ENTENDA

No dia 15 de junho, a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu uma pistola Glock em um bloqueio no Pistão Norte, em Brasília. O veículo abordado era dirigido por um militar que compõe a segurança de Bolsonaro, e a arma estava registrada em nome do ex-presidente.

O ministro Moraes solicitou que a defesa do ex-chefe do Executivo esclarecesse a razão pela qual a arma estava com Bolsonaro e foi movimentada por seu segurança. A defesa alegou que a arma estava inoperante e que o ex-presidente havia solicitado ao segundo-sargento do Exército que realizasse a manutenção.

Na mesma data, a Procuradoria Geral da República não considerou que houve falta grave no caso do porte da arma, mas destacou que a posse de armamento e a situação atual do condenado, que enfrenta um inquérito, eram incompatíveis.

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