Defesa de Bolsonaro se encontra com Moraes para solicitar manutenção de prisão domiciliar do ex-presidente
Defesa de Jair Bolsonaro solicita prorrogação da prisão domiciliar ao STF
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para solicitar a prorrogação do período de prisão domiciliar.
Durante a reunião, o advogado Paulo Cunha Bueno apresentou argumentos relacionados ao estado de saúde de Bolsonaro e à apreensão de uma arma, que ocorreu em uma blitz no dia 15 de junho. O ministro ouviu os argumentos com atenção, segundo o advogado.
Após 90 dias em prisão domiciliar, familiares e aliados de Bolsonaro esperam a extensão desse regime. Inicialmente, Moraes parecia disposto a renovar o prazo, mas a apreensão da arma gerou preocupações sobre a segurança do ex-presidente.
Em despacho recente, Moraes indicou que o incidente com a arma poderia levar ao fim da prisão domiciliar. A Procuradoria-Geral da República, no entanto, não identificou, até o momento, uma infração disciplinar e optou por acompanhar o andamento das investigações da Polícia Civil do Distrito Federal.
A defesa argumenta que o percussor da arma foi removido por sua equipe de segurança sem o conhecimento de Bolsonaro, com a intenção de evitar acidentes. Ao perceber a situação, ele teria solicitado que a pistola fosse levada para conserto.
Interlocutores de Bolsonaro acreditam que a tendência de Moraes é encerrar a prisão domiciliar, mas a posição da PGR pode influenciar essa decisão. Além disso, outros ministros do STF demonstram preferência por manter o ex-presidente em casa.
Aliados de Bolsonaro argumentam que sua volta a um estabelecimento prisional, como a unidade conhecida como Papudinha, poderia fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro, além de provocar instabilidade política e colocar em risco a vida do ex-presidente.
Por outro lado, aqueles que estiveram próximos a Bolsonaro nos últimos 90 dias relatam uma melhora em sua saúde, com menos crises de soluço, embora seu estado ainda seja considerado frágil e não suportaria uma nova prisão.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado e está cumprindo pena em casa desde 27 de março, após alta de uma internação hospitalar devido a broncopneumonia.
