Defesa e Flávio criticam Moraes por decisão de conceder prisão domiciliar a Bolsonaro

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Defesa de Jair Bolsonaro critica decisão do STF sobre prisão domiciliar humanitária.

A reavaliação do quadro de saúde de Jair Bolsonaro, que está sob prisão domiciliar humanitária, gerou reações adversas da defesa do ex-presidente e de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, decidiu que a condição de saúde de Bolsonaro, internado desde o dia 13 devido a uma broncopneumonia por aspiração, justificava a manutenção da pena em casa. Apesar de ter deixado a UTI na noite de segunda-feira, o ex-presidente ainda não tem previsão de alta.

Um dos advogados de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, criticou a natureza temporária da decisão, que será reavaliada em 90 dias. Ele argumentou que os cuidados médicos necessários são permanentes e devem ser considerados ao se avaliar a situação do ex-presidente.

Flávio Bolsonaro, em entrevistas a canais de televisão, também manifestou descontentamento com a decisão. Ele a classificou como “exótica” e questionou a lógica de uma “prisão domiciliar provisória”, ressaltando que a medida é para proteger a saúde do pai, que está em risco no local atual de detenção.

O senador levantou preocupações sobre a efetividade da reavaliação após 90 dias, sugerindo que a saúde de seu pai poderia não melhorar nas condições atuais. Essa reavaliação periódica já foi aplicada em casos anteriores, como o de Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que previa avaliações médicas a cada dois meses.

O ministro Moraes destacou que a saúde do ex-presidente poderia se agravar independentemente do local de detenção, reforçando a necessidade da medida humanitária. A decisão de conceder a prisão domiciliar por 90 dias foi baseada na condição crítica de saúde de Bolsonaro, a qual requer cuidados especiais.

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