Deloitte afirma que benefícios da IA exigem revisão completa das operações, não apenas automação
Empresas estão transformando operações com inteligência artificial para obter resultados significativos.
As organizações que estão se destacando no uso de inteligência artificial não se restringem à automação básica de processos. Elas estão revisando suas operações desde o início, redesenhando modelos de trabalho e alinhando a tecnologia aos objetivos de negócio. Essa abordagem diferenciada, segundo especialistas, amplia consideravelmente a distância competitiva entre as empresas que adotam métodos tradicionais e aquelas que inovam.
Um estudo recente avaliou como empresas líderes estão saindo da fase de experimentação com inteligência artificial para alcançar resultados mensuráveis. A pesquisa indica que a inteligência artificial já não é apenas uma promessa, mas um fator central na transformação dos negócios, permitindo que as organizações se tornem mais eficientes e competitivas no mercado.
O foco atual não é apenas na automação de tarefas isoladas, mas sim no redesenho completo de processos, com uma ênfase em eficiência, escala e impacto nos resultados. Entretanto, muitos CIOs ainda se concentram em aplicações de IA generativa ou na automação de processos existentes, sem explorar plenamente as vastas possibilidades da IA.
No Brasil, o avanço da inteligência artificial ocorre em um contexto de desafios econômicos e incertezas regulatórias. Isso torna ainda mais crucial o investimento em inovação estratégica, que seja escalável e orientada a resultados tangíveis.
Cinco tendências emergentes no ambiente corporativo
O estudo aponta cinco grandes tendências que estão moldando o ambiente corporativo. Entre elas estão os robôs inteligentes, a IA física, que integra inteligência artificial em sistemas autônomos, e a necessidade de evolução da infraestrutura para suportar o uso intensivo de IA. Também é destacada a transformação dos modelos operacionais de TI e o paradoxo da cibersegurança, que é impulsionada pela própria IA.
As organizações ainda enfrentam desafios para escalar agentes autônomos, pois muitas tentam apenas automatizar processos desenvolvidos para humanos, ao invés de redesenhar operações com foco em um modelo orientado à inteligência artificial. Isso é complementado por discussões sobre infraestrutura, custos e soberania de dados, que se tornaram cada vez mais relevantes.
A discussão sobre o modelo tradicional de nuvem e seus impactos financeiros está ganhando destaque na agenda dos executivos de tecnologia no Brasil. O custo das soluções em nuvem e seu impacto direto nas despesas operacionais têm sido temas recorrentes nas conversas com CIOs, assim como a preocupação com a soberania de dados. Isso ressalta a necessidade de decisões estratégicas sobre arquitetura, equilibrando nuvem, ambientes locais e edge computing.
