Deltan acusa ministro que o vetou no TSE de ser aliado de Moraes
Deltan Dallagnol suspende campanha ao Senado após decisão do TSE.
Floriano de Azevedo Marques, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), anunciou no último sábado (19.set) a suspensão da candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná. A decisão, que ocorre em um contexto de tensões políticas, levanta questionamentos sobre a imparcialidade do processo eleitoral.
Dallagnol, ex-deputado federal pelo partido Novo, associou a suspensão à amizade de longa data entre Floriano e Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ele criticou a decisão e destacou que a medida foi tomada logo após a apresentação de um pedido de impeachment contra Moraes.
O ex-deputado alegou que a amizade entre os ministros influenciou a decisão, afirmando que Floriano foi indicado ao TSE por Moraes e que a suspensão ocorreu em um momento crítico de sua campanha. Dallagnol argumentou que a medida foi tomada sem a devida defesa e em um processo sigiloso.
No mesmo evento em que Floriano se manifestou, ele afirmou ser amigo de Moraes há mais de 40 anos, o que gerou ainda mais especulações sobre a imparcialidade da decisão. O evento, realizado em São Paulo, contou com a presença de diversas autoridades e teve como destaque uma palestra do próprio Moraes.
SUSPENSÃO DA CAMPANHA
A suspensão da campanha de Dallagnol foi resultado de uma ação movida pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança, que inclui partidos como PT, PV e PC do B. A decisão ainda precisa ser aprovada pelo plenário do TSE.
Enquanto a medida estiver em vigor, Dallagnol ficará impedido de receber recursos do Fundo Partidário, de veicular propaganda eleitoral gratuita e de participar de atos de campanha, incluindo debates. O ex-deputado já manifestou sua intenção de recorrer da decisão, alegando que a suspensão fere o direito do eleitor paranaense.
Dallagnol comparou sua situação à de Luiz Inácio Lula da Silva em 2018, quando o então candidato teve permissão para realizar atos de campanha enquanto aguardava uma decisão final sobre sua elegibilidade. Ele considera a suspensão um ataque à soberania do eleitorado.
DECISÕES CONTROVERSAS
Recentemente, Floriano de Azevedo Marques também havia concedido uma liminar favorável a Anthony Garotinho, permitindo que o político continuasse sua campanha e acessasse recursos públicos, mesmo com seu registro de candidatura barrado pelo TRE-RJ. Essa decisão gerou debates sobre a equidade nas decisões do TSE, especialmente em casos que envolvem figuras políticas de destaque.