Deputado envolvido em encontro entre Mendonça e Vorcaro é investigado pela PF por tráfico de influência em tribunais superiores

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Deputado Cezinha de Madureira é alvo de operação da Polícia Federal por corrupção e lavagem de dinheiro.

O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) está sob investigação da Polícia Federal, que realiza uma operação nesta segunda-feira, 14, para apurar a possível prática de crimes como exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As investigações envolvem processos que tramitam em tribunais superiores.

Agentes federais estão cumprindo quatro mandados de busca e apreensão em locais no Distrito Federal e em São Paulo. A operação, parte da terceira fase da Operação Transparência, é um desdobramento de uma investigação que teve início em dezembro de 2025, com foco em irregularidades na destinação de emendas parlamentares.

Além do deputado, sua esposa, Valéria Rodrigues Linhares, também é alvo da operação. Ela está foragida desde agosto, quando foi flagrada tentando embarcar para Brasília no Aeroporto de Congonhas, levando R$ 510 mil em dinheiro na bagagem de mão. O montante foi apreendido pela Polícia Federal após ser identificado durante a inspeção de segurança.

As investigações indicam que membros do grupo teriam negociado o pagamento de quantias significativas em troca da influência em decisões judiciais relacionadas a processos em andamento, conforme informações divulgadas pela PF.

No início de 2025, Cezinha de Madureira intermediou um encontro entre o ministro André Mendonça e Daniel Vorcaro, do Banco Master. O encontro, que durou entre 20 e 30 minutos, ocorreu na sede de um instituto educacional mantido por Mendonça em São Paulo. Após a divulgação desse encontro, o ministro se afastou da sociedade da instituição.

Durante a reunião, o principal tópico discutido foi a Suspensão de Tutela Provisória (STP) 976, um processo relacionado ao pagamento de precatórios de uma empresa do setor sucroalcooleiro. Mendonça se posicionou contra a STP.

A operação foi autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino no dia 5 de setembro, em meio a um contexto de tensões dentro da Corte, onde Mendonça e Dino representam alas opostas na crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Enquanto alguns ministros defendem Moraes, outros são favoráveis ao avanço das investigações e ao seu eventual afastamento, especialmente após a revelação de mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro.

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