Deputado federal Gilvan da Federal se torna réu por injúria contra Lula, decide Primeira Turma do STF
Deputado Gilvan da Federal se torna réu no STF por injúria contra o presidente Lula.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu tornar o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) réu por injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A acusação foi formalizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) devido a declarações feitas pelo deputado durante uma sessão na Comissão de Segurança Pública da Câmara, em abril do ano passado.
Durante a sessão, Gilvan expressou desejos de morte ao presidente, afirmando: “Por mim, eu quero mais é que o Lula morra. Eu quero que ele vá para o ‘quinto dos inferno’.” Essas declarações foram consideradas graves e geraram repercussão significativa.
O deputado continuou sua fala de forma ofensiva, insinuando que nem o diabo desejaria a companhia de Lula e desejando que o presidente sofresse um ataque cardíaco. Ele também criticou a segurança do presidente, sugerindo que Lula deveria andar desarmado, assim como os cidadãos de bem, em um claro desvio de discussão política.
O colegiado do STF analisou as declarações e concluiu que havia indícios suficientes para caracterizar o crime de injúria, uma vez que a imunidade parlamentar não se aplica a falas que não estão relacionadas ao exercício do mandato. A relatora do caso, Cármen Lúcia, destacou que as expressões utilizadas não constituíam uma crítica política ou uma fiscalização adequada, mas sim uma ofensa pessoal ao presidente.
A relatora foi acompanhada por unanimidade pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. O ministro Cristiano Zanin se declarou suspeito para o caso, pois já havia atuado como advogado de Lula antes de assumir sua posição no STF.
Em suas considerações, Moraes ressaltou a importância da imunidade parlamentar, afirmando que ela não deve ser utilizada como justificativa para ofensas ou agressões pessoais. Ele enfatizou que a imunidade foi criada para permitir discussões e fiscalizações, e não para a prática de crimes.
