Desempenho da indústria cresce 1,5% em abril, sinalizando estabilização, segundo o Sistema Fiergs
Indústria gaúcha apresenta leve alta em abril, mas ainda enfrenta desafios significativos.
O desempenho da indústria no Rio Grande do Sul, conforme o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), mostra um leve aumento de 1,5% em abril, após uma queda de 3,1% em março. Contudo, essa variação ainda não é suficiente para indicar uma recuperação sustentável da atividade industrial.
Embora a alta de abril seja um sinal positivo, o cenário econômico do Brasil continua repleto de incertezas. Fatores como inflação, a continuidade da redução da taxa de juros e o aumento da inadimplência criam um ambiente desafiador para os industriais. Além disso, a instabilidade fiscal e as incertezas políticas no país, somadas ao conflito no Oriente Médio, mantêm os preços do petróleo elevados e dificultam a previsão de custos de produção e inflação global.
A alta do IDI-RS foi impulsionada principalmente pelo aumento nas compras industriais, que cresceram 5,2%, e nas horas trabalhadas na produção, que subiram 1,9%. A utilização da capacidade instalada também teve um leve aumento de 0,9 ponto percentual. No entanto, indicadores como massa salarial real, emprego industrial e faturamento real apresentaram quedas de 1,6%, 0,9% e 0,5%, respectivamente.
Quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, o IDI-RS apresentou uma queda de 3,4%. Esse resultado negativo é refletido em diversos componentes do índice, com destaque para as horas trabalhadas na produção, que caíram 6,3%, marcando sete meses consecutivos de declínio. Outros indicadores, como faturamento real e massa salarial, também apresentaram retrações significativas, enquanto a utilização da capacidade instalada cresceu apenas 0,6 ponto percentual em relação a abril de 2025.
No acumulado do ano até abril de 2026, o IDI-RS registra uma queda de 4,9%. Apesar do desempenho negativo, há uma leve diminuição na intensidade da retração, que chegou ao menor nível desde janeiro de 2026. As compras industriais acumulam a maior queda no período, com -13,3%, seguidas por horas trabalhadas na produção e faturamento real, com -6% e -5,2%, respectivamente.
A queda na atividade industrial foi ampla, afetando 12 dos 16 segmentos analisados. Os setores de máquinas e equipamentos, veículos automotores e equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos foram os mais impactados, com quedas de 10,7%, 10,4% e 16%, respectivamente. Em contrapartida, o setor de Alimentos registrou um crescimento de 5,9%, e o de Móveis, 4,2%, ajudando a mitigar as perdas gerais.
