Dias Toffoli e Nunes Marques se consideram suspeitos para avaliar diálogos entre Moraes e Vorcaro

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Ministros do STF se declaram suspeitos em investigação sobre Alexandre de Moraes.

Os ministros Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestaram-se como suspeitos e impedidos de participar do julgamento que decidirá sobre a abertura de investigação relacionada ao ministro Alexandre de Moraes, em virtude de supostas interações com Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Nunes Marques, que também ocupa a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), expressou preocupação com o impacto que o julgamento poderia ter no cenário político e eleitoral. Ele afirmou que, como presidente do TSE, não se sentia à vontade para participar do processo e, por isso, declarou seu impedimento.

A decisão de Nunes Marques, anunciada nesta terça-feira, foi influenciada por vazamentos de mensagens que mencionaram seu nome em conexão com o Banco Master. Ele enfatizou que nunca julgou processos relacionados à instituição e que seu filho não prestou serviços à empresa de Vorcaro, garantindo sua isenção no caso.

O ministro ainda ressaltou que, se tivesse se sentido desconfortável ou influenciado, não teria votado pela prisão de Vorcaro e outros envolvidos. Ele argumentou que a suspeição não se baseia apenas na culpabilidade, mas também na percepção de influência que ministros do Judiciário podem sofrer.

Nunes Marques destacou que é inevitável que membros do Judiciário enfrentem tentativas de aproximação, seja com intenções específicas ou apenas pela proximidade com as Cortes. Ele reiterou que nunca trocou mensagens com Vorcaro, encerrando sua participação no julgamento.

O ministro, que é aliado de André Mendonça, acompanhou a decisão que afastou o diretor-geral da Polícia Federal na semana anterior, e havia expectativa de que seu voto fosse favorável à abertura da investigação contra Moraes.

Toffoli repete argumento de impedimento

Por sua vez, Dias Toffoli reiterou o mesmo argumento que apresentou no início do ano, quando se declarou impedido de julgar casos relacionados ao Banco Master, após a divulgação de que ele é proprietário de um resort adquirido por um fundo de investimento vinculado ao banco.

Diferente de Nunes Marques, Toffoli permaneceu no plenário do STF durante o julgamento, acompanhando os desdobramentos da sessão.

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