Dino revoga sigilo de inquérito sobre Dark Horse que investiga desvio de emendas em SP e conexões com PCC e Frias

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Ministro do STF autoriza a divulgação de investigações sobre o filme Dark Horse.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, decidiu retirar o sigilo da investigação relacionada ao filme Dark Horse. Em sua análise, ele apontou que a investigação revela indícios de um complexo esquema de desvio de recursos públicos, envolvendo emendas parlamentares federais e a prefeitura de São Paulo.

Segundo Dino, a apuração sugere conexões com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), além de mencionar a participação do deputado federal Mário Frias, que seria uma figura central na suposta organização criminosa.

Mário Frias, que atua como roteirista e produtor-executivo de Dark Horse, teve sua residência alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal na última quinta-feira. O deputado nega qualquer envolvimento em irregularidades.

Em sua decisão, Flávio Dino destacou a importância da transparência nas investigações, especialmente considerando que políticos e magistrados estão entre os suspeitos. Ele também fez referência a uma decisão anterior que permitiu a divulgação de procedimentos relacionados ao Banco Master, em resposta a um pedido do presidente do STF.

Na mesma linha, o ministro determinou que a Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo forneça à Polícia Federal todo o material obtido a partir dos celulares das pessoas e entidades investigadas. Ele ordenou que todos os dispositivos eletrônicos e documentos sejam entregues à PF para investigação mais aprofundada.

Investigação sobre Dark Horse

A investigação examina o uso de recursos do Banco Master para financiar Dark Horse, com dois procedimentos em andamento que analisam a possível destinação de verbas públicas. Um dos casos envolve um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura de São Paulo e a ONG Instituto Conhecer Brasil para a instalação de pontos de Wi-Fi na periferia da cidade. A ONG é representada por Karina Gama, sócia da GoUp.

O segundo inquérito sob a supervisão de Dino investiga emendas parlamentares enviadas ao Instituto Conhecer Brasil, com suspeitas de que os recursos tenham sido redirecionados para a GoUp através de empresas intermediárias. Na última quinta-feira, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão relacionados a essa investigação.

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