Diretor interino do ICE anunciará saída do cargo em maio

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Todd Lyons deixa direção do ICE e se prepara para novo desafio na iniciativa privada.

Todd Lyons, atual diretor interino do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE), anunciou que deixará o cargo no final de maio para seguir uma nova carreira na iniciativa privada. Sua saída acontece em um contexto desafiador para a agência, que tem enfrentado crescente pressão devido à sua atuação nas políticas de deportação em massa.

Em uma carta, Lyons expressou que foi uma “honra tremenda” liderar o ICE, mas decidiu priorizar a família, mencionando que seus filhos estão em um momento crucial de suas vidas. Ele ressaltou que, embora a decisão não tenha sido fácil, acredita que é a mais adequada neste momento.

O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, confirmou que o último dia de Lyons será 31 de maio e indicou que ele deve assumir uma posição no setor privado. Mullin elogiou a liderança de Lyons, afirmando que, graças a seu trabalho, as comunidades americanas estão mais seguras.

A gestão de Lyons foi marcada por operações controversas contra imigrantes em diversas cidades dos Estados Unidos. As ações do ICE, frequentemente realizadas em áreas urbanas, geraram conflitos com autoridades locais e críticas de grupos de direitos civis.

Além disso, casos de mortes durante essas operações aumentaram a pressão sobre a agência. Em um incidente recente em Minneapolis, dois cidadãos norte-americanos desarmados foram mortos, resultando em protestos e na revisão de algumas operações do ICE. O ex-presidente Trump comentou que a situação poderia ter sido tratada com mais tato.

Durante sua gestão, Lyons reportou que o ICE realizou 379.000 prisões e mais de 475.000 deportações no primeiro ano do governo Trump, sendo alvo de críticas por não ter se desculpado pelas mortes ocorridas durante as operações.

A saída de Lyons também se dá em um momento de mudanças significativas no comando do Departamento de Segurança Interna, após a demissão de Kristi Noem, que gerou controvérsias em torno da política migratória.

Nos bastidores, sua decisão de deixar o cargo parece estar relacionada a um desgaste pessoal, com relatos de problemas de saúde ligados ao estresse, que o levaram a ser hospitalizado enquanto liderava a agência.

Aliados do governo elogiaram a atuação de Lyons, destacando sua dedicação e patriotismo nas ações para fortalecer o controle nas fronteiras dos Estados Unidos.

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