Dívida bruta atinge 80% do PIB e retorna ao patamar observado durante a pandemia

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Relação dívida-PIB do Brasil atinge 80,1% em março, o maior nível desde 2021.

A relação entre a dívida bruta e o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil alcançou 80,1% em março, marcando um aumento significativo de 1,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 8,7 pontos percentuais desde o início do governo atual.

Este é o primeiro registro da dívida bruta do governo geral acima de 80% do PIB desde a pandemia de covid-19. O dado foi divulgado recentemente pela autoridade monetária, que destacou o crescimento da dívida como uma preocupação para a economia nacional.

Entre dezembro e março, a relação dívida-PIB subiu 1,4 ponto percentual, refletindo a pressão fiscal enfrentada pelo governo. Desde o início do governo, o aumento acumulado foi de 8,7 pontos percentuais, evidenciando a necessidade de medidas para estabilizar a situação fiscal do país.

Historicamente, o maior patamar da dívida foi registrado em outubro de 2020, quando atingiu 87,7% do PIB, impulsionado por gastos governamentais significativos para enfrentar os efeitos econômicos da pandemia. Esse aumento de endividamento é uma consequência direta das medidas adotadas para mitigar a crise sanitária.

Nos últimos 12 meses, o setor público consolidado, que inclui União, Estados, municípios e estatais, registrou um déficit primário de R$ 661,8 bilhões em outubro de 2020. Naquela época, a taxa Selic estava em 2% ao ano, o que ajudou a controlar os gastos com juros da dívida.

Atualmente, o déficit primário anualizado é de R$ 137,1 bilhões, mas as despesas com juros têm aumentado devido à elevação da Selic. Em março, os gastos com juros da dívida alcançaram um recorde de R$ 1,08 trilhão, refletindo a pressão sobre as contas públicas.

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) inclui a dívida do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e das administrações estaduais e municipais. Em março, a dívida totalizou R$ 10,4 trilhões em valores nominais, um aumento que continua a gerar preocupações sobre a sustentabilidade fiscal do país.

No último mês, a relação dívida-PIB aumentou 0,9 ponto percentual em comparação a fevereiro, com a alta atribuída a diversos fatores, incluindo gastos com juros nominais e a emissão líquida de dívida. Para o acumulado do ano, os fatores que contribuíram para o aumento de 1,4 ponto percentual incluem tanto gastos com juros quanto a variação do PIB nominal.

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