Dólar encerra dia a R$ 5,001 enquanto Bolsa registra queda de 2,05% na Super Quarta
Decisão do Fed impacta mercado financeiro e gera divisões internas
Na última quarta-feira, 29 de abril de 2026, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,001, apresentando uma alta de 0,40%. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 4,979 e R$ 5,013.
O Ibovespa, índice que representa a Bolsa de Valores de São Paulo, registrou uma queda de 2,05%, fechando aos 184.750 pontos, com mínima de 184.504 pontos. Esse movimento reflete a reação dos investidores às decisões de política monetária tomadas nos Estados Unidos.
O Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, decidiu manter a taxa de juros no intervalo de 3,5% a 3,75% ao ano, alinhando-se às expectativas do mercado. Essa decisão foi acompanhada de perto, considerando o cenário econômico global e as incertezas geradas pela guerra no Oriente Médio.
O Fed destacou que os desdobramentos do conflito entre os EUA e Israel contra o Irã têm contribuído para aumentar a incerteza nas perspectivas econômicas. Essa situação é um fator relevante que influencia as decisões de política monetária.
A votação no Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) evidenciou uma divisão significativa entre os membros. O presidente Jerome Powell e outros sete integrantes votaram pela manutenção da taxa de juros, enquanto quatro membros apresentaram opiniões divergentes.
Entre os que se opuseram à decisão, Stephen I. Miran, indicado pelo ex-presidente Donald Trump, defendeu uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa. Outros membros, como Beth M. Hammack, Neel Kashkari e Lorie K. Logan, apoiaram a manutenção, mas discordaram da inclusão de sinais de cortes futuros de juros no comunicado oficial.
Os investidores também estão atentos à expectativa de uma possível redução de 0,25 ponto percentual na Selic, taxa básica de juros brasileira, que atualmente está em 14,75% ao ano. Essa expectativa reflete a busca por um ambiente econômico mais favorável.
Além disso, a situação no Oriente Médio continua a ser monitorada de perto. O ex-presidente Trump, em declarações recentes, reafirmou a intenção de manter o Irã sob bloqueio naval, rejeitando propostas de negociação que envolvem a liberação do estreito de Ormuz.
O controlador interino do Pentágono, Jules Hurst, informou que o conflito dos EUA contra o Irã já custou cerca de US$ 25 bilhões, com a maior parte dos gastos direcionados a armamentos e munições. Esses dados ressaltam o impacto financeiro significativo do conflito em curso.
