Drones ucranianos encontram unidades de soldados com deficiência na linha de frente, supostamente enviadas pela Rússia
Rússia envia soldados feridos de volta ao combate em meio a baixas crescentes.
A Rússia está enfrentando uma crise crescente em sua guerra, com um número alarmante de baixas que já ultrapassa 1,4 milhão, incluindo mortos, feridos e desaparecidos. Para sustentar sua ofensiva, o país tem enviado soldados, incluindo aqueles com limitações físicas, de volta ao campo de batalha, revelando uma estratégia desesperada para manter a pressão militar.
Recentemente, um caso chocante veio à tona quando um soldado da 69ª Divisão de Fuzileiros Motorizados, Sergei Aleksandrovich Pisarchik, enviou um vídeo para sua família mostrando-se ao lado de outros cinco soldados deficientes prestes a serem enviados ao combate. Estes soldados, alguns com muletas, estavam armados com coletes à prova de balas e fuzis automáticos, destacando a gravidade da situação.
Vídeos da linha de frente têm mostrado soldados russos avançando com muletas ou evidentes dificuldades de mobilidade, o que levanta questões sobre a ética e a eficácia dessa abordagem. A utilização de soldados feridos tem sido relatada em diversas ocasiões, com testemunhos de que homens parcialmente recuperados estão sendo enviados de volta à linha de frente sem o devido cuidado médico.
O termo “regimentos de deficientes” começou a circular entre os círculos militares russos, refletindo a gravidade da situação. Em um relato, um comandante teria ordenado que um soldado ferido fosse equipado com uma muleta e enviado para a linha de frente, evidenciando a falta de consideração pela saúde e segurança dos soldados.
Ex-oficiais ucranianos afirmam que esses soldados feridos são usados de maneira ainda mais sinistra, sendo enviados em direção às posições inimigas para provocar reações e revelar a localização de drones e atiradores ucranianos. Essa tática, embora difícil de verificar, se encaixa no padrão de alto custo humano que tem caracterizado as operações russas.
A guerra moderna, marcada pelo uso intenso de drones, tornou as áreas ao redor da linha de frente extremamente perigosas. Soldados com problemas de mobilidade enfrentam desafios significativos, pois a capacidade de se mover rapidamente é crucial para a sobrevivência. A incapacidade de recuar ou se abrigar pode ser tão letal quanto o ataque em si.
As baixas constantes e a necessidade de manter uma ofensiva sem uma nova mobilização geral têm levado os comandantes russos a tomar decisões arriscadas. A pressão para mostrar resultados tem forçado alguns a enviar tropas, mesmo que estas estejam em condições precárias, para garantir que os avanços sejam feitos, mesmo que apenas no papel.
O ex-soldado britânico Shaun Pinner descreveu essa prática como uma forma de “reciclar” os feridos, esvaziando leitos hospitalares para preencher unidades de assalto. Essa estratégia, embora mantenha os números de tropas, resulta em soldados cada vez menos preparados e motivados para cumprir suas funções.
Com um número estimado de 1,4 milhão de baixas, a Rússia continua a encontrar homens para avançar em seu esforço na Ucrânia, mesmo que isso signifique enviar soldados de volta ao combate antes que estejam fisicamente prontos. Essa tática levanta sérias preocupações sobre a ética e a eficácia das operações russas na guerra.
Imagem | CCTV
