Ducati enfrenta dificuldades no MotoGP e pode receber concessões na segunda metade da temporada
Ducati enfrenta risco de concessões no MotoGP após desempenho abaixo do esperado.
Após dois anos e meio desde a reintrodução do sistema de concessões no MotoGP, a Ducati, que dominou as vitórias, agora se vê em uma posição delicada. As concessões foram implementadas para ajudar marcas perseguidoras a igualar o desempenho das líderes, mas o cenário atual sugere que a própria Ducati pode ser afetada por essas medidas.
O impacto das concessões foi significativo, e a situação da Ducati se deteriorou a ponto de a equipe estar à beira de receber as próprias concessões. A situação é crítica, e uma recuperação notável seria necessária para evitar essa mudança. A expectativa é de que, após o Grande Prêmio da Alemanha, a Ducati possa ser reclassificada, especialmente considerando que a equipe já está ciente da possibilidade de obter três “wild cards” que não possui desde 2023. Além disso, seus concorrentes, como a Aprilia, também estão em ascensão e podem perder algumas de suas vantagens.
Como está a situação
A Ducati corre o risco de cair do nível A para o nível B. Após a corrida em Sachsenring, haverá uma nova revisão das classificações, e para manter o nível A, é necessário que a equipe tenha acumulado mais de 85% dos pontos desde a Áustria no ano anterior.
Com um total de pontos disponíveis de 777, a Ducati precisa alcançar pelo menos 661 pontos para se manter no nível A. Até o momento, a equipe acumulou 407 pontos, o que significa que precisa conquistar 253 pontos nos próximos oito Grandes Prêmios. Isso implica uma média de 31,6 pontos por corrida, enquanto a média atual é de apenas 23 pontos por evento em 2026.
Se a Ducati for rebaixada para a faixa B, terá acesso a três “wild cards” na segunda metade da temporada, além de 20 jogos extras de pneus para testes. A equipe já planeja utilizar essas “wild cards” para que o piloto Nicolò Bulega teste a nova moto de 850 cc, embora essa estratégia dependa da permanência do italiano na equipe.
Caso a Ducati caia para a faixa B, é provável que a Aprilia a acompanhe. Atualmente na faixa C, a Aprilia pode subir para a B se conseguir acumular 135 pontos nos próximos oito Grandes Prêmios, o que é uma meta viável. No entanto, a equipe já não tem chances de alcançar a faixa A, o que resultará na perda de 30 jogos de pneus e três “wild cards”.
A Yamaha deve permanecer na faixa D, enquanto a KTM precisaria de um desempenho muito melhor para sair da faixa C. A situação da Honda é ainda mais alarmante; após ter comemorado a saída da faixa D no ano passado, agora corre o risco de retornar a essa classificação. Para evitar essa queda, a equipe precisa acumular 107 pontos, o que equivale a uma média de 13,3 pontos por corrida, bem abaixo da média atual de 9,3 pontos em 2026.
Além disso, com mudanças regulatórias previstas para 2027, que trarão novas motos para a pista, o sistema de concessões será reiniciado no próximo ano. Todas as equipes começarão do zero, e a primeira avaliação ocorrerá após o último Grande Prêmio antes do verão, prometendo um novo capítulo na competição.
