Eduardo Bolsonaro apoia tentativa de interferência dos EUA nas eleições
Eduardo Bolsonaro comenta sobre a inclusão de dissidentes políticos em proposta do governo Trump ao Brasil.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro expressou satisfação com a inclusão de uma referência a “dissidentes políticos” em uma proposta do governo Donald Trump durante negociações com o Brasil. A declaração foi feita em Washington, onde ele ressaltou a importância da participação ampla desses indivíduos em uma democracia.
Eduardo, que foi condenado em 2026 por coação no curso do processo, destacou que os Estados Unidos buscam evitar a propagação de crises políticas, como as vistas na Venezuela, para outros países da América Latina. Ele afirmou que a preocupação americana gira em torno da contaminação da instabilidade venezuelana na região.
As declarações surgem após a revelação de que, em outubro de 2025, o governo Trump apresentou uma lista de exigências ao Brasil, incluindo a participação de dissidentes políticos no processo eleitoral, em troca da retirada de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.
Embora o documento não especifique quem seriam os dissidentes, o Departamento de Estado não comentou sobre o assunto até o momento. Em um debate sobre a definição de dissidência, o comentarista político Paulo Figueiredo declarou que ele e seus aliados se encaixam nessa categoria, argumentando que a crítica às autoridades muitas vezes leva ao exílio.
Figueiredo também afirmou que não foi necessário solicitar a inclusão da exigência, pois sua situação é uma descrição dos fatos. Ele expressou sua preocupação com o retorno de dissidentes políticos ao exílio no Brasil, responsabilizando o ministro Alexandre de Moraes pela situação atual.
SANÇÕES AO STF
Eduardo e Figueiredo estão em Washington para reuniões com membros do governo Trump, onde pretendem discutir, além da questão eleitoral, a possibilidade de sanções da Lei Global Magnitsky contra Moraes e outros ministros do Supremo Tribunal Federal.
Eduardo observou que os sinais emitidos pelos ministros do STF durante uma sessão recente podem ser usados para contestar uma possível vitória de Flávio Bolsonaro nas próximas eleições. Ele citou críticas à atuação de André Mendonça como uma possível base para alegações de interferência no processo eleitoral.
O ex-deputado mencionou a anulação de uma eleição na Romênia como um exemplo do que poderia ocorrer no Brasil, enfatizando sua preocupação com a construção de uma narrativa para anular resultados eleitorais.
Ele direcionou suas críticas ao ministro Moraes, insinuando que ele teria interesses pessoais no resultado das eleições, embora não apresentasse provas concretas. Eduardo reiterou a ideia de que há uma preparação para anular as eleições no Brasil, afirmando que a situação atual é preocupante e merece atenção.
