Eduardo Bolsonaro denuncia bloqueio de contas por Alexandre de Moraes

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Eduardo Bolsonaro denuncia bloqueio de contas e afirma ser alvo de perseguição política.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde março de 2025 e revelou que suas contas bancárias, assim como as de sua esposa, foram bloqueadas por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Segundo ele, essa ação visa pressioná-lo financeiramente e dificultar sua atuação política.

Em uma publicação nas redes sociais, Eduardo se declarou vítima de perseguição política e destacou que não está recebendo salário como escrivão da Polícia Federal, cargo ao qual está vinculado. Ele enfatizou que o bloqueio de suas contas comprometeria o sustento de sua família, incluindo seus filhos pequenos, afirmando que essa medida é uma tentativa de deixá-lo sem condições de sustentar sua casa.

O ex-deputado, que se encontra autoexilado há um ano, comparou sua situação financeira à do ministro, mencionando contratos atribuídos à esposa de Moraes e insinuando uma disparidade significativa entre os rendimentos de suas famílias. Ele alegou que, para alcançar valores semelhantes aos da família de Moraes, seria necessário trabalhar por mais de 537 anos, embora não tenha apresentado evidências que sustentem essa afirmação. Eduardo declarou que, como escrivão da PF, recebia aproximadamente R$ 20.000 mensais.

Em janeiro de 2026, a Polícia Federal determinou o retorno imediato de Eduardo ao cargo de escrivão, após a cassação de seu mandato como deputado federal. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, encerrando o afastamento que ele tinha para exercer a função parlamentar.

Eduardo Bolsonaro também mencionou a possibilidade de estar sendo alvo de ações judiciais que poderiam levar à sua inelegibilidade, citando o caso da ex-presidente Dilma Rousseff e as consequências de condenações por improbidade administrativa como exemplo.

O ex-deputado reafirmou sua determinação em não recuar e prometeu continuar defendendo suas posições políticas, autodenominando-se “o pior pesadelo” de seus adversários.

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