Eduardo Bolsonaro propõe envio de fuzileiros para o Brasil e aconselha Flávio a deixar o país se a situação se agravar
Eduardo Bolsonaro sugere envio de fuzileiros navais ao Brasil em podcast
Em um recente episódio do podcast “Louder with Crowder”, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro fez uma declaração polêmica ao sugerir o envio de fuzileiros navais ao Brasil, caso seu irmão Flávio Bolsonaro não vença as eleições presidenciais. A declaração ocorreu a poucos dias do segundo turno das eleições, gerando repercussão nas redes sociais.
Durante a conversa, Eduardo foi questionado sobre possíveis planos para ajudar seu pai, Jair Bolsonaro, atualmente preso por envolvimento em tentativas de golpe de Estado, caso Flávio não conseguisse a vitória nas urnas. Entre risos, ele respondeu: “Envie os fuzileiros navais”.
Além disso, Eduardo expressou sua opinião de que Flávio deveria deixar o país se não fosse eleito. Ele justificou essa posição citando uma declaração de Luiz Inácio Lula da Silva durante um debate, onde o ex-presidente afirmou que Flávio perderia a imunidade parlamentar se não fosse reeleito.
Eduardo considerou essa declaração como uma ameaça e reafirmou sua posição de que seu irmão deve considerar a saída do Brasil caso a derrota aconteça. “Com certeza, sou a favor de que ele deixe o país”, afirmou.
O ex-deputado também levantou questionamentos sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro, criticando a ausência do voto impresso. Ele alegou que a falta de transparência na contagem dos votos é um problema, afirmando: “Precisamos confiar na máquina”.
Eduardo ainda fez uma referência ao ditador soviético Josef Stálin, dizendo que a questão crucial não é em quem se vota, mas sim quem conta os votos. Ele admitiu não ter provas de fraude, mas insinuou que a falta de evidências contrárias também é um problema.
Além de suas declarações sobre as eleições, Eduardo Bolsonaro criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que a corte possui poderes excessivos, especialmente em relação ao ministro Alexandre de Moraes, que é visto como um adversário dos bolsonaristas.
Atualmente residindo nos Estados Unidos, Eduardo foi condenado pelo STF em junho deste ano por coação no curso de processo, após tentar influenciar autoridades americanas a adotar sanções contra ministros da corte, em um contexto de pressão sobre o julgamento que resultou na condenação de Jair Bolsonaro por golpe de Estado.