Eduardo promete ‘faxina’ e ameaça diplomatas em caso de vitória de Flávio

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Eduardo Bolsonaro promete mudanças drásticas no Itamaraty caso Flávio seja eleito.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) manifestou intenções de retaliar diplomatas que, segundo ele, tentaram “sabotear” o governo de Jair Bolsonaro, caso seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seja eleito presidente da República.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Eduardo afirmou ter realizado um levantamento sobre embaixadores e diplomatas do Ministério das Relações Exteriores (MRE), prometendo uma “faxina” no Itamaraty em um possível governo de Flávio. As declarações ganharam destaque na mídia, gerando discussões sobre a atuação do corpo diplomático.

O ex-deputado alertou os servidores do Itamaraty, afirmando que aqueles que colaboraram para a suposta sabotagem devem se preocupar, pois ele estaria atento a suas ações. Ele também destacou que os servidores que não participaram de ações contra seu pai seriam incluídos em uma nova fase do Ministério das Relações Exteriores.

Eduardo mencionou que acompanhou as movimentações de embaixadores ao longo dos últimos governos, identificando quem ocupou e deixou postos diplomáticos durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. A alegação de sabotagem por parte de diplomatas durante o governo Bolsonaro é uma afirmação que ele mesmo faz, respaldada por relatos de que alguns membros do Itamaraty tentaram contornar diretrizes da política externa do governo anterior.

O ex-deputado defendeu que os servidores públicos devem implementar as políticas do governo eleito, independentemente de suas opiniões pessoais. Ele enfatizou que a “faxina” é necessária para garantir que diplomatas e embaixadores sirvam ao público, e não a interesses pessoais.

O contexto das declarações de Eduardo foi intensificado por uma recente polêmica envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Um diplomata teria oferecido assistência da Embaixada do Brasil na Espanha para ajudar na busca de uma escola para os filhos de Lulinha, que se mudou para Madri. Eduardo criticou essa atuação, afirmando que recursos públicos não deveriam ser utilizados para beneficiar familiares de presidentes.

Ele comparou sua própria experiência ao se mudar para os Estados Unidos, ressaltando que não recebeu o mesmo suporte de diplomatas na época. Eduardo também declarou que, caso Flávio Bolsonaro seja eleito, o embaixador do Brasil na Espanha seria um dos primeiros a ser substituído, como uma forma de demonstrar que esse tipo de favorecimento não será tolerado.

As ameaças de Eduardo não são novas. Em outras ocasiões, ele já havia insinuado mudanças significativas no Itamaraty, especialmente após incidentes que envolviam a atuação da Embaixada do Brasil em Washington, onde a realização de uma coletiva de imprensa foi negada. Na ocasião, ele criticou os diplomatas e afirmou que eles não iriam “sabotear o governo Bolsonaro 2.0”.

Além disso, aliados de Eduardo estão discutindo uma reestruturação abrangente do Itamaraty, caso Flávio vença a eleição. Relatos indicam que Marcos Degaut, um de seus aliados, propôs mudanças inspiradas nas reformas realizadas por Marco Rubio no Departamento de Estado dos Estados Unidos, incluindo alterações no sistema de promoções e a criação de metas relacionadas a exportações e investimentos.

Degaut também sugeriu que pessoas fora da carreira diplomática poderiam assumir certas funções, embora tenha garantido que não haverá perseguições políticas nem uma “caça às bruxas”.

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