Eduardo questiona soberania na venda de açaí e Pedro Campos responde
Debate acirrado sobre exportação de açaí do Amapá para a China
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro questionou a venda de 15 mil toneladas de açaí do Amapá para uma empresa chinesa, gerando uma troca de provocações com o deputado Pedro Campos.
Em uma publicação nas redes sociais, Eduardo ironizou a defesa da soberania nacional promovida pelo governo atual, insinuando que a venda do açaí contraria esse discurso. Ele provocou: “Ué, ninguém gritou ‘o açaí é nosso’?”, referindo-se ao discurso de proteção dos recursos nacionais.
Pedro Campos, por sua vez, rebatou a crítica de Eduardo, associando-a à postura do ex-deputado durante sua atuação nos Estados Unidos e às tarifas impostas pelo governo americano sobre produtos brasileiros. Ele questionou: “Depois do tarifaço, os Bolsonaros querem proibir a exportação de açaí?”, utilizando um emoji de palhaço para enfatizar sua ironia.
A negociação que originou a polêmica foi firmada pela Cooperativa dos Produtores Extrativistas do Estado do Amapá (Amazonbai) com uma das maiores redes de distribuição de alimentos da China. O contrato estipula o fornecimento de toda a safra da cooperativa ao longo de cinco anos, totalizando 15 mil toneladas de açaí.
O acordo foi concretizado durante a Sial China 2026, uma importante feira do setor de alimentos que ocorreu em maio, em Xangai. A Amazonbai é composta por produtores extrativistas, em sua maioria famílias ribeirinhas da região do Bailique, no Amapá.
Essa parceria não apenas garante a comercialização da produção até 2031, mas também amplia a presença do açaí amazônico no mercado chinês, destacando a importância econômica e cultural do produto para a região.
