Eileen Wang: A prefeita americana que renunciou ao revelar laços com a China

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EUA acusam prefeita de ser agente da China

Eileen Wang, prefeita de Arcadia, uma cidade californiana com 50 mil habitantes, renunciou ao cargo após admitir ser uma agente da China. A decisão foi anunciada na segunda-feira (11) e ocorre em meio a investigações federais sobre suas atividades.

Arcadia, localizada nos subúrbios de Los Angeles, é conhecida por sua significativa população de origem asiática, especialmente sino-americana. Wang, que foi eleita em 2022, enfrentou acusações de ter promovido propaganda pró-China durante seu mandato, supostamente sob orientação de autoridades de Pequim.

  • Ela integrou o conselho municipal com um mandato de quatro anos e, antes da eleição, teria atuado em campanhas que favoreciam o governo chinês.
  • Com o avanço das investigações, Wang se tornou ré em um processo federal, onde foi acusada de atuar como agente estrangeira.
  • Ela firmou um acordo judicial com o Departamento de Justiça dos EUA, concordando em se declarar culpada.

Com 58 anos, Eileen Wang construiu sua carreira política através de um trabalho comunitário ativo no Vale de San Gabriel, uma região com uma grande população de imigrantes asiáticos. Nos últimos anos, ganhou destaque como uma líder local e recebeu apoio de figuras políticas antes de sua eleição.

Wang imigrou da China para o sul da Califórnia há cerca de 30 anos, escolhendo Arcadia por suas boas escolas públicas e pela oportunidade de se envolver mais na comunidade. Filha de médicos, ela também trabalhou como educadora e empresária, mantendo um serviço educacional privado por mais de 15 anos.

Antes de sua eleição, Wang participou de várias associações comerciais e iniciativas comunitárias, construindo uma imagem pública de liderança voltada para a educação e a integração social. O sistema de governo em Arcadia permite que o cargo de prefeito seja rotativo entre os membros do conselho, e uma nova liderança será escolhida em breve.

Acusações

As investigações revelaram que Wang admitiu ter promovido propaganda favorável ao governo chinês entre o final de 2020 e 2022. A acusação federal pode resultar em uma pena de até 10 anos de prisão, com fiança fixada em US$ 25 mil.

  • Ela foi acusada de operar um site chamado “U.S. News Center”, que, segundo os promotores, funcionava como um canal de divulgação de informações alinhadas ao governo chinês.
  • Wang recebia instruções de autoridades chinesas sobre os conteúdos a serem publicados, incluindo artigos que contestavam denúncias de violações de direitos humanos na região de Xinjiang.

Mensagens trocadas entre Wang e um funcionário do governo chinês mostram que ela era elogiada pelo seu trabalho, ao que respondeu: “Obrigado, líder”. Além disso, a investigação revelou sua colaboração com Yaoning “Mike” Sun, que foi condenado por atuar como agente ilegal de um governo estrangeiro.

Sun, que já havia sido descrito por Wang como seu noivo, foi sentenciado a quatro anos de prisão. A investigação também inclui contatos com John Chen, associado ao Partido Comunista Chinês, que já se reuniu pessoalmente com o presidente Xi Jinping e foi condenado a 20 meses de prisão.

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