Eleições 2026 registram vitória conjunta de 22 casais nas urnas
Eleições de 2026 destacam casais políticos eleitos em várias regiões do Brasil.
As eleições de 2026 revelaram uma nova estratégia política que se baseia no compartilhamento de votos dentro do ambiente familiar. Um levantamento de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou que 22 casais conseguiram conquistar cargos tanto executivos quanto legislativos em todo o país.
O Partido Liberal (PL) se destacou como a principal legenda a adotar essa tática, elegendo oito casais. O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) seguiu com três casais eleitos, enquanto o PSDB e o Progressistas (PP) elegeram dois casais cada.
A estratégia de formação de chapas familiares também trouxe êxito a candidatos de outras legendas, como Podemos, União Brasil, PSB, Republicanos, PCdoB e PV, além de coligações mistas entre PSD e Podemos.
Família unida em Alagoas e Amapá
No estado de Alagoas, o PSDB alcançou vitórias significativas ao eleger JHC como governador, que obteve 52,20% dos votos válidos no primeiro turno, e Marina JHC para o Senado, com 28,20% dos votos. A nova senadora assume seu primeiro mandato com a sogra, Eudócia Caldas, como primeira suplente.
Em Amapá, a situação foi semelhante. Dr. Furlan (PSD) venceu a eleição para governador no primeiro turno, com 62,75% dos votos, enquanto sua esposa, a médica Rayssa Furlan (Podemos), conquistou uma vaga no Senado com 29,98% dos votos, tendo seu cunhado Neto Furlan como primeiro suplente.
Casais eleitos no Pará e no Paraná
No Paraná, o senador Sergio Moro e sua esposa, Rosangela Moro, ambos do PL, venceram suas disputas: ele foi eleito governador com 50,10% dos votos válidos, enquanto ela conquistou o mandato de deputada federal com 146.417 votos, após mudar seu domicílio eleitoral de São Paulo para o Paraná.
No Pará, Daniel Santos (Podemos) foi eleito governador no primeiro turno, com 51,36% dos votos, enquanto sua esposa, Alessandra Haber (Podemos), foi reeleita para a Câmara dos Deputados com 272.856 votos.
Figuras polêmicas
A rodada eleitoral também proporcionou assentos para candidatos envolvidos em processos judiciais. No Pará, o deputado federal Antônio Doido (MDB) foi reeleito com 109.670 votos, enquanto sua esposa, Andréa Dantas (MDB), conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa do Pará com 50.289 votos. Essa vitória ocorreu após o parlamentar ter sido alvo de investigações da Polícia Federal na Operação Igapó, em 2025.
No Paraná, o delegado Fernando Francischini (PL), que teve seu mandato cassado pelo TSE em 2021 por disseminar desinformação sobre urnas, foi eleito deputado federal novamente, com 53.207 votos (sob recurso), enquanto sua mulher, Flávia Francischini (PL), foi reeleita deputada estadual com 63.831 votos.
Mais dobradinhas
O Norte do Brasil também apresentou casos notáveis. No Pará, Renilce Nicodemos (MDB) renovou seu mandato em Brasília com 201.601 votos, enquanto seu marido, Neném Albuquerque (MDB), foi eleito para a Assembleia Legislativa do Pará com 57.823 votos.
No Tocantins, Eduardo Fortes e Kátia Chaves, do Republicanos, foram eleitos para a Assembleia Legislativa, com 35.258 e 13.159 votos, respectivamente.
Em Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) trocou o governo pelo Senado, recebendo 1.187.352 votos, enquanto sua esposa, Virginia Mendes, estreou na Câmara Federal com 102.120 votos.
Em São Paulo, o ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), foi eleito deputado federal