Eleições de 2026 registram 2% de candidatos declarados LGBTQIA+
Dados de orientação sexual são novidade nas eleições de 2026, com 407 candidatos LGBTQIA+ registrados.
As eleições de 2026 marcam um momento histórico ao incluir dados sobre a orientação sexual dos candidatos em seus registros. Este pleito é o primeiro a exigir essa informação, refletindo um avanço na transparência e na representatividade política.
Um total de 407 candidatos se identificaram como LGBTQIA+, representando 2,0% do total de registros. Essa nova abordagem visa promover a diversidade e a inclusão no cenário eleitoral brasileiro.
Os dados foram atualizados recentemente e, embora o prazo para envio de registros tenha terminado, o número final de candidaturas ainda está sendo apurado devido a atrasos nos sistemas da Justiça Eleitoral. O total de candidatos heterossexuais é de 10.871, correspondendo a 53,2%, enquanto 9.160, ou 44,8%, optaram por não divulgar sua orientação sexual.
A distribuição dos candidatos LGBTQIA+ é a seguinte: 150 bissexuais (0,73%), 134 gays (0,66%), 86 lésbicas (0,42%), 26 pansexuais (0,13%) e 11 assexuais (0,05%). Essa diversidade reflete a pluralidade da sociedade e a necessidade de representatividade em cargos públicos.
O primeiro turno das eleições está agendado para 4 de outubro, com um segundo turno, se necessário, em 25 de outubro. Os candidatos disputam cargos como presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital, no caso de Brasília.
Os dados ainda são preliminares, e embora o prazo para registro tenha se encerrado, é comum que alguns cadastros fiquem pendentes e sejam atualizados posteriormente. As informações devem ser ajustadas nos próximos dias, mas não afetarão significativamente as análises atuais.
Após o envio das candidaturas, os nomes ainda precisam ser aprovados. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) verificam se os candidatos atendem às condições de elegibilidade e se não estão sujeitos a inelegibilidades.
Os registros podem ser contestados, e essa contestação pode gerar recursos. Segundo o calendário eleitoral, todos os registros devem ser julgados até 14 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno, embora discussões judiciais possam se estender além desse prazo.
Além disso, há 53 candidatos que declararam nome social em seus registros, reforçando a importância da identidade de gênero no processo eleitoral.
DISTRIBUIÇÃO DE CANDIDATOS LGBTQIA+ POR PARTIDO
Os partidos de esquerda são os que apresentam as maiores proporções de candidatos que se identificam como bissexuais, gays, lésbicas, pansexuais ou assexuais. Os três partidos com maior percentual de LGBTQIA+ entre seus candidatos são a UP (14,9%), o Psol (12,7%) e o PC do B (8,2%).
Por outro lado, as legendas que menos representam a comunidade LGBTQIA+ são PCB, PCO e PRTB, com 0,0% de candidatos registrados. Essa disparidade destaca a necessidade de uma maior inclusão e diversidade nas diferentes siglas políticas do país.
