Eleições em Tempos de Guerra: Zelensky Alerta para o ‘Tsunami’ que Pode Dividir a Ucrânia

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Zelensky alerta sobre riscos de eleições na Ucrânia durante a guerra

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, expressou preocupação sobre a realização de eleições em meio à invasão russa, destacando que isso poderia ser perigoso e potencialmente divisivo para a sociedade.

A declaração foi feita em resposta à proposta do ex-ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, que sugeriu a convocação de eleições durante o conflito. Zelensky enfatizou que a Ucrânia suspendeu as eleições devido à lei marcial, uma decisão amplamente apoiada pela população para priorizar o esforço de guerra.

“Acredito que, em uma guerra como esta, eleições, como tais, representam um enorme risco. Eleições neste momento são um tsunami para o país que vai dividir a Ucrânia”, afirmou Zelensky durante uma coletiva de imprensa.

O presidente acrescentou que seguir adiante com eleições em tempos de guerra poderia levar à destruição do país. O debate sobre a realização de pleitos ganhou força após a demissão de Fedorov, que provocou protestos significativos desde o início da invasão russa.

Especialistas apontam que a realização de eleições enfrenta diversos obstáculos, como a votação de soldados na linha de frente, de milhões de refugiados e de residentes em territórios ocupados, além do risco de desinformação promovida pela Rússia.

Uma pesquisa recente revelou que apenas 15% dos ucranianos acreditam que as eleições deveriam ocorrer antes do fim da guerra. Zelensky também criticou diretamente Fedorov, sugerindo que ele estava se deixando levar por ideias equivocadas.

Fedorov, conhecido por suas inovações nas Forças Armadas, entrou em conflito com o comando militar devido à sua abordagem menos tradicional. Após sua destituição, houve um aumento nas demandas públicas pela saída do comandante-em-chefe das forças armadas, Oleksandr Sirski, resultando em sua demissão em um esforço para conter as manifestações.

Zelensky reconheceu o direito da população de protestar, mas alertou contra atitudes que desrespeitem os militares, questionando a prioridade dada ao marketing em detrimento dos que estão lutando pela defesa do país.

Ao final da entrevista, o presidente reiterou seu compromisso em evitar uma divisão interna, ressaltando que a sociedade e os soldados não devem se separar em tempos de crise.

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