Eleições no Peru alcançam 99% de apuração com Keiko na liderança sobre Sánchez
Keiko Fujimori mantém liderança nas eleições presidenciais do Peru com apuração quase finalizada.
A contagem de votos para a Presidência do Peru se aproxima de sua conclusão, com Keiko Fujimori, da direita, à frente na apuração. Até o momento, 99,019% das urnas foram contabilizadas, e a candidata do partido Fuerza Popular possui uma vantagem de aproximadamente 30.000 votos sobre seu concorrente, Roberto Sánchez, da esquerda.
A disputa eleitoral tem sido marcada por reviravoltas significativas. No dia 8 de junho, Keiko iniciou a contagem em primeiro lugar, mas foi superada por Sánchez, que liderou até a madrugada de 11 de junho. Desde então, Fujimori recuperou a liderança, refletindo a dinâmica volátil do pleito.
A margem estreita entre os candidatos gera incertezas sobre a proclamação do resultado final. A expectativa é que a disputa se mantenha judicializada até que as atas impugnadas sejam analisadas pelos órgãos eleitorais peruanos.
Eis o quadro parcial da apuração:
- 91.856 atas contabilizadas;
- 910 atas a serem enviadas ao Júri Eleitoral Especial;
- 0 atas pendentes.
Eis os perfis dos candidatos:
Keiko Fujimori é filha do ex-presidente Alberto Fujimori e já disputou a presidência em eleições anteriores. Sua plataforma política é centrada em propostas de segurança e economia, buscando atrair eleitores preocupados com a estabilidade do país.
Roberto Sánchez, por sua vez, representa uma nova geração de políticos da esquerda peruana, defendendo pautas sociais e de inclusão, além de uma crítica à corrupção que permeou a política nacional nos últimos anos.
LINHA SUCESSÓRIA FRÁGIL
Desde 2016, o Peru tem enfrentado uma instabilidade política significativa, tendo passado por oito presidentes. Durante esse período, quatro foram destituídos pelo Congresso, dois renunciaram antes de serem processados, e um completou apenas um breve mandato interino.
Eis a lista:
- Pedro Pablo Kuczynski – renunciou em 2018;
- Martín Vizcarra – assumiu após a renúncia de Kuczynski e foi destituído pelo Congresso;
- Manuel Merino – ficou apenas 5 dias no cargo antes de renunciar;
- Francisco Sagasti – conduziu o governo de transição;
- Pedro Castillo – destituído após tentar dissolver o Congresso;
- Dina Boluarte – assumiu após a saída de Castillo e foi posteriormente deposta;
- José Jerí – assumiu após a saída de Boluarte e foi derrubado pelo Congresso;
- José Balcázar – assumiu em fevereiro de 2026 e permanece até a posse do próximo presidente eleito.