Embaixador do Irã afirma que fertilizantes adquiridos pelo Brasil não enfrentarão problemas para exportação

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Fertilizantes iranianos seguem sem restrições para o Brasil, afirma embaixador.

O embaixador do Irã, Abdollah Nekounam, anunciou que os fertilizantes adquiridos pelo Brasil de empresas iranianas estão liberados para embarque no país. A declaração foi feita em uma coletiva nesta terça-feira.

De acordo com Nekounam, o Brasil já começou a receber algumas cargas de ureia. O embaixador ressaltou que, apesar de eventuais preocupações, os produtos adquiridos não enfrentarão problemas na exportação.

O Oriente Médio se destaca como um dos principais fornecedores de fertilizantes químicos para o Brasil, ocupando a quarta posição na lista, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A Europa lidera, seguida pela Ásia e África.

Embora a Rússia seja a maior fornecedora individual, o Irã ocupa uma posição mais modesta, representando apenas 2% das importações brasileiras de ureia. Os principais fornecedores são a Nigéria, Rússia e Catar.

A região do Oriente Médio, no entanto, é responsável por uma grande parte das exportações globais de ureia, com 40% do total, além de 28% das vendas externas de amônia, conforme análise de especialistas do setor.

Embora o Irã enfrente sanções comerciais que dificultam o comércio direto, o país tem utilizado uma estratégia de triangulação, vendendo para países vizinhos que, por sua vez, reexportam os produtos para o Brasil. Essa abordagem permite contornar as penalidades impostas.

No Brasil, a demanda por fertilizantes varia ao longo do ano. Os produtores costumam adquirir adubos fosfatados e potássicos entre maio e julho, enquanto a procura por ureia, um fertilizante nitrogenado, aumenta em novembro e dezembro, visando a preparação para a safra de milho.

A dependência do Brasil em relação às importações de fertilizantes é significativa, e especialistas sugerem que o Canadá poderia se tornar uma alternativa viável ao fornecimento do Oriente Médio.

Produtos que o Brasil mais compra do Irã.

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