Empresário Amauri Pinha é mencionado por Luschsinger

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Contratos Bilionários da ECB Levantam Questões sobre Relações com o Governo Federal

A recente declaração de uma lobista sobre contratos da ECB (Empresa Construtora Brasil) com o governo federal trouxe à tona discussões sobre a legalidade e a ética por trás desses acordos.

A lobista Roberta Luchsinger mencionou Amauri Rodrigues Pinha, presidente do Conselho de Administração da ECB, em uma entrevista. Segundo ela, a empresa, que faz parte do Grupo Mota-Engil, acumula contratos que somam R$ 2 bilhões desde que Pinha assumiu a presidência em janeiro de 2025.

Durante a entrevista, Luchsinger foi questionada sobre a possível influência de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nos contratos da construtora. A lobista indicou que a proximidade de Pinha com Lulinha poderia ter facilitado a obtenção dos contratos, afirmando que essa situação merece investigação: “Isso tem que ser questionado. O presidente da República tem que questionar”.

Embora Luchsinger não tenha afirmado explicitamente que houve ilegalidade, sua declaração levanta preocupações sobre a transparência nas relações entre o setor privado e o governo. O Grupo Mota-Engil, até o momento, não se pronunciou sobre as acusações.

PERFIL DE AMAURI PINHA

Amauri Pinha é engenheiro eletrotécnico formado pela Faculdade de Engenharia Industrial e possui mestrado em administração financeira pela FGV. Sua carreira inclui passagens em empresas renomadas, como a Construtora Camargo Corrêa, onde atuou de 1988 a 2010, e a AG-Dangote, uma joint-venture da Andrade Gutierrez na África, entre 2012 e 2014. Antes de assumir a ECB, foi diretor-geral da ARPinha, onde trabalhou por uma década.

INFORMAÇÕES SOBRE A ECB

A ECB foi fundada em 1945 e está sediada em Belo Horizonte (MG). A empresa é reconhecida por sua atuação em diversos segmentos, incluindo infraestrutura rodoviária, ferroviária, aeroportuária e serviços industriais.

Em 2012, metade das ações da ECB foi vendida ao Grupo Mota-Engil, que adquiriu a totalidade em 2025. No mesmo ano, a ECB firmou um contrato com a Petrobras, avaliado em R$ 4,4 bilhões, para intervenções na Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Em 2026, a Mota-Engil venceu o leilão da PPP para a construção e operação do túnel Santos-Guarujá, com um investimento governamental de R$ 2,6 bilhões.

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