Empresas que lideram em 2030 utilizam IA para transformar negócios, afirmam executivas

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Empresas que liderarão o mercado em 2030 já utilizam inteligência artificial para transformar seus modelos de negócios.

As empresas que se destacarão em 2030 estão adotando a inteligência artificial (IA) de forma a transformar seus modelos de negócios, ao invés de simplesmente adaptar processos antigos. Essa afirmação foi discutida por especialistas durante um painel no IT Forum Upload CEO, realizado em 16 de outubro, no Distrito Itaqui.

A Cloudera, que fornece plataformas de dados, e a Tuvis, que integra conversas de vendas no WhatsApp a sistemas de gestão de relacionamento com clientes (CRM), são exemplos de empresas que estão na vanguarda dessa transformação.

Para avaliar se uma empresa está realmente se transformando ou apenas se adaptando, uma pergunta crucial é se o investimento em IA provém de um novo orçamento ou de recursos já existentes. A demissão de funcionários para direcionar recursos à tecnologia é um sinal de mentalidade ultrapassada. A transformação deve ser baseada na capacidade de expandir o mercado, não apenas na redução de custos.

Uma pesquisa anual revela que os principais motivos para o fracasso de projetos de IA incluem a falta de confiança nos dados, custos descontrolados e a dificuldade de integração com processos existentes. É fundamental que as empresas estabeleçam uma infraestrutura sólida antes de implementar soluções complexas, pois isso é vital para o sucesso a longo prazo.

Marcelli Antonini, CFO da Tuvis, destaca que o custo da IA não se comporta como o de software como serviço (SaaS). À medida que o uso aumenta, os custos também crescem. O papel do CFO, nesse contexto, é mais sobre alocação de recursos do que sobre veto, buscando garantir que as decisões estratégicas sejam fundamentadas.

Na Tuvis, a abordagem para o produto mínimo viável (MVP) envolve testes com clientes em um período de 90 a 120 dias, permitindo avaliar a viabilidade do investimento antes de comprometer recursos significativos. Essa estratégia evita a concentração de riscos em um único projeto.

Um levantamento prevê que 70% dos projetos de IA poderão ser descontinuados até 2027, em parte devido à pressa das empresas em adotar novas tecnologias. A recomendação é que as organizações se concentrem nos problemas que precisam resolver, em vez de se apaixonarem por soluções tecnológicas.

Marcelli também observa a discrepância entre a adoção de IA e a realidade operacional das empresas. Muitas vezes, os funcionários trabalham de forma isolada, sem um processo estruturado que maximize a colaboração e a eficiência.

A IA pode acelerar a execução de tarefas, mas também exige um tempo maior para revisão e análise. Essa mudança no fluxo de trabalho requer um novo conjunto de habilidades e uma abordagem crítica ao uso da tecnologia. A formação de profissionais que saibam usar a IA de maneira eficaz é essencial para garantir que as empresas não percam a experiência acumulada ao longo dos anos.

Rubia Coimbra ressalta a importância de continuar a contratar e treinar profissionais juniores, pois eles serão os futuros líderes. A criação de cargos focados em IA e a garantia de que a tecnologia não levará a demissões são passos importantes para uma transição bem-sucedida.

Quando questionadas sobre o que as empresas devem deixar de fazer, as especialistas recomendam focar no que realmente fazem bem e evitar a diluição do conhecimento. A linha de frente das empresas é onde as soluções reais estão emergindo, e é fundamental valorizar essa perspectiva para impulsionar a inovação.

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