Entidades promovem defesa de direitos autorais em proposta de lei sobre Inteligência Artificial

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Manifesto defende direitos autorais em projeto de lei sobre Inteligência Artificial no Brasil.

Instituições representativas da cultura, do Audiovisual, da música, do Jornalismo, da literatura e dos direitos autorais uniram-se para divulgar um manifesto em defesa da manutenção do capítulo sobre direitos autorais no Projeto de Lei nº 2338/2023. Este projeto visa regulamentar a Inteligência Artificial (IA) no Brasil e o documento destaca a preocupação com a possível exclusão do trecho que protege as obras utilizadas no treinamento de sistemas de IA.

O manifesto alerta que, caso a alteração se concretize no substitutivo em discussão na Câmara dos Deputados, diversos profissionais, como autores, artistas, jornalistas e músicos, poderão ver suas criações utilizadas por plataformas de IA sem a devida autorização e remuneração. A mensagem é clara: “O Brasil não pode construir o futuro da inteligência artificial às custas do apagamento dos direitos autorais e conexos”. O documento advoga por uma regulação “moderna e responsável” que equilibre inovação tecnológica e a proteção do trabalho intelectual.

As entidades enfatizam que a IA generativa depende de conteúdos criados por humanos, como livros, músicas e filmes. A retirada da proteção autoral da legislação poderia resultar na transferência de valor econômico dos criadores para grandes empresas de tecnologia. O texto reafirma que o direito autoral não é um empecilho à inovação, mas sim um instrumento essencial para garantir a diversidade cultural, a sustentabilidade econômica e a valorização dos profissionais do setor cultural e da informação.

União das entidades

Dentre as organizações que apoiam o manifesto, destaca-se a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), juntamente com diversas entidades nacionais e internacionais dedicadas à produção cultural e à defesa dos direitos intelectuais. Também fazem parte do apoio organizações como a Associação Brasileira de Direito Autoral (ABDA), a Associação de Jornalismo Digital (Ajor), a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a União Brasileira de Compositores (UBC) e a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT).

No documento, as entidades convocam o Congresso Nacional, especialmente a Comissão Especial sobre Inteligência Artificial e o relator do PL 2338/2023, deputado Aguinaldo Ribeiro, a garantir um capítulo “robusto” sobre direitos autorais no texto final, alinhado à Constituição Federal e aos tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. Essa mobilização ocorre em um contexto de crescente discussão global sobre o uso de conteúdos protegidos por direitos autorais no treinamento de modelos de IA e os limites éticos e econômicos da exploração dessas obras por plataformas tecnológicas.

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