Equipe de Lula afirma que Flávio se opôs à abertura de sigilo de Willer Tomaz
Campanha de Lula garante inclusão de informações em acordo de sigilo após negociações intensas.
A campanha de Lula (PT) anunciou que conseguiu incluir todas as informações necessárias no acordo para a abertura de sigilos, após um impasse nas negociações.
Camilo Santana, membro da equipe petista, destacou que não aceitaram deixar de fora dados relacionados a uma empresa mencionada nas tratativas. Após resistência inicial, a inclusão foi aceita e os documentos foram devidamente assinados.
De acordo com Camilo, a principal divergência girou em torno de uma empresa supostamente ligada a William Tomás. A campanha de Lula enfatizou que não concordaria com a exclusão dessas informações do compromisso de transparência, especialmente em um momento tão crítico da eleição presidencial.
“Eles discordaram em relação a essa empresa, que é uma empresa ligada ao William Tomás, que está sob suspeita, não por nós, mas pelas autoridades que fiscalizam a movimentação financeira no Brasil.”
O senador também mencionou que reportagens recentes indicaram relações entre a empresa em questão e Flávio Bolsonaro. “Essa empresa, inclusive, foi divulgada pela imprensa como tendo relações estreitas com Flávio Bolsonaro. Isso está evidente na imprensa”, afirmou.
Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da presidência, corroborou a versão de que Lula aceitou as condições durante a negociação e confirmou que o documento já foi assinado pelo presidente.
“Hoje trouxemos, já assinado pelo presidente Lula, um documento em que aceitamos todas as condições, porque quem não deve não teme, e o presidente Lula não teme”, declarou Boulos. Ele ressaltou que o desafio inicial para a abertura do sigilo bancário foi proposto pelo próprio Lula.
Boulos também comentou que Flávio Bolsonaro levou quatro dias para aceitar o desafio e, ao responder, apresentou condições. Ele afirmou que Lula já havia assinado a autorização aceitando as condições propostas, e a expectativa é que o Judiciário permita o acesso às informações antes da votação de domingo (25).
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, defendeu a abertura das informações e reiterou que a campanha de Lula não aceitou que dados relacionados à empresa ficassem fora do acordo. Para ele, é fundamental que essas informações sejam conhecidas pelos eleitores.
“Nós queremos que todas essas informações se tornem públicas para o povo brasileiro. Não é possível um candidato a Presidente da República concorrer ao cargo mais importante do país, tendo informações que sejam sigilosas.”
Edinho também afirmou que Lula não impôs restrições à divulgação de suas próprias informações. “O presidente Lula não tem nenhuma restrição, não colocou nenhuma restrição”, garantiu.
Segundo o dirigente petista, o impasse nas negociações ocorreu principalmente para definir o escopo da abertura dos dados. “Infelizmente, tivemos um embate para que a empresa ou a relação com William Tomás não ficasse de fora desse gesto de transparência”, concluiu.