Erika Hilton critica pastores anti-LGBTQIA+ ao chamá-los de cafetões da fé
Deputada Erika Hilton critica líderes religiosos e defende direitos LGBTQIA+
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) fez duras críticas aos líderes religiosos que se opõem a pautas LGBTQIA+, chamando-os de “cafetões da fé”. Em uma entrevista ao programa Roda Viva, transmitido na noite de 30 de março de 2026, ela argumentou que esses indivíduos lucram com a esperança e o medo das pessoas, manipulando a religiosidade em benefício próprio.
Hilton, que preside a Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados, expressou sua insatisfação com a omissão de tribunais e do Legislativo diante das ofensas que tem recebido. Para ela, a falta de resposta adequada por parte dessas instituições é inaceitável e demonstra um desprezo pela gravidade das situações enfrentadas.
A deputada ressaltou que muitos líderes religiosos buscam enriquecer suas famílias através da fé, afirmando que é necessário despertar a consciência da população sobre essa manipulação. Segundo ela, se Jesus voltasse, ele se sentaria ao lado daqueles que são marginalizados e não com os que se aproveitam da fé alheia.
<pErika citou o Banco Master como um exemplo de igreja que atua no mercado financeiro, criticando a utilização da religiosidade para enriquecimento pessoal. Ela enfatizou que o verdadeiro evangelho não deve promover ódio ou guerra, mas sim amor e aceitação.
A congressista mencionou o caso de Fabiano Campos Zettel, que está sendo investigado por sua ligação entre o mercado financeiro e a liderança religiosa, destacando a necessidade de uma reflexão crítica sobre o papel de algumas instituições religiosas na sociedade.
Hilton também abordou a atuação dos tribunais em relação aos crimes de LGBTfobia, afirmando que há uma omissão em cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal que equipara esses crimes ao racismo. A deputada criticou a falta de rigor na análise de casos de agressão, que frequentemente são arquivados por falta de dolo, o que prejudica a aplicação dos direitos da população LGBTQIA+.
Ela pediu uma manifestação mais firme do STF e do Conselho Nacional de Justiça para garantir que as decisões judiciais sejam efetivamente cumpridas. Hilton comparou a situação da LGBTfobia à do racismo, ressaltando que ambas as questões são tratadas com descaso em muitos casos, dificultando a proteção dos direitos fundamentais.
Por fim, a deputada destacou que a sociedade ainda enfrenta um profundo racismo e LGBTfobia, e que essa realidade se reflete tanto no Legislativo quanto nos tribunais. A luta por igualdade e respeito deve ser uma prioridade para todos os setores da sociedade.
