Erika lidera investimentos nas campanhas proporcionais, afirma Psol

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Direção do Psol responde a críticas sobre inclusão racial e de gênero

A direção nacional do Psol se manifestou em resposta às declarações da deputada Erika Hilton, que criticou a sigla por supostamente abrir mão de suas políticas de inclusão racial e de gênero em favor de novas candidaturas.

Os critérios de distribuição do Fundo Eleitoral para as eleições de outubro ainda estão sendo discutidos, mas a executiva do partido assegura que os mecanismos de inclusão permanecem inalterados. A direção também destacou que Erika receberá a maior parte dos recursos entre as candidaturas proporcionais da legenda.

No início da tarde, Erika Hilton utilizou suas redes sociais para expressar sua insatisfação com a cúpula do Psol. A deputada afirmou estar “chocada e decepcionada” com a forma como os recursos estão sendo distribuídos, alegando que isso prejudica candidaturas de pessoas negras, LGBT+ e com deficiência. Ela também criticou a falta de compromisso do partido em fortalecer a campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Erika comparou os recursos que está recebendo com os destinados a outros candidatos, como Manuela D’Ávila, pré-candidata ao Senado, e Juliano Medeiros, que concorre pela primeira vez à Câmara dos Deputados. A parlamentar enfatizou que a situação reflete um “privilégio branco e cis” que desconsidera os acordos firmados e a inteligência política necessária para as eleições.

Em resposta, a direção do Psol afirmou que está totalmente comprometida em derrotar a extrema-direita nas próximas eleições, buscando ampliar sua bancada e garantir a reeleição de Lula. A legenda reiterou que a destinação de recursos para candidaturas inclusivas é uma política já estabelecida e que não está em discussão.

O partido também esclareceu que a resolução em análise posiciona a campanha de Erika Hilton como a maior prioridade de investimento entre todas as candidaturas proporcionais, considerando os limites de recursos disponíveis e a necessidade de financiar outras candidaturas em diversas regiões do país.

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