Esalq-USP disponibiliza portal com 30 mil documentos sobre a história do agronegócio
Novo Portal Luiz de Queiroz preserva a memória das ciências agrárias no Brasil.
A preservação da memória científica das ciências agrárias no Brasil ganhou um novo impulso com o lançamento do Portal Luiz de Queiroz. Esta plataforma digital reunirá cerca de 30 mil documentos históricos, oferecendo um importante recurso para pesquisadores e estudantes.
A iniciativa é coordenada pelo engenheiro-agrônomo Paulo José Franco Neto, mais conhecido como Pazé, e é fruto da realização da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo) localizada em Piracicaba, São Paulo.
O portal disponibiliza um acervo que inclui relatórios técnicos, fotografias históricas, mapas, plantas arquitetônicas e atas, todos preservados no Museu Luiz de Queiroz e na Biblioteca Central da instituição. A documentação abrange desde a doação das terras da Fazenda São João da Montanha, feita por Luiz de Queiroz na década de 1880, até a consolidação da escola de agronomia, que se tornou parte da Universidade de São Paulo em 1934.
A expectativa é que, inicialmente, sejam disponibilizados quinze mil arquivos, com a previsão de dobrar essa quantidade em etapas futuras. A pesquisa documental destaca o forte intercâmbio internacional que influenciou a base da ciência agrícola brasileira desde o século 19. O portal inclui registros de importantes diretores e docentes estrangeiros que contribuíram para o desenvolvimento da instituição.
Esses intercâmbios foram fundamentais para o avanço de técnicas de manejo de solo e nutrição de plantas adaptadas ao clima tropical. O lançamento oficial do Portal Luiz de Queiroz está agendado para o dia 7 de outubro, em um evento presencial no campus da Esalq-USP, que permitirá acesso gratuito ao site.
O projeto foi viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura e recebeu apoio de empresas do setor, promovendo a digitalização de um acervo audiovisual que inclui 20 depoimentos em vídeo de personalidades acadêmicas e do setor produtivo. Essa digitalização transforma a trajetória da pesquisa agronômica em um patrimônio acessível a estudantes e pesquisadores de todo o mundo.