Escolas agrícolas buscam novas parcerias para fortalecer ensino e produção

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Desafios e propostas para o ensino técnico no Rio Grande do Sul são debatidos em audiência pública.

A audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul destacou questões cruciais sobre o futuro do ensino técnico, especialmente nas escolas agrícolas.

Os desafios enfrentados por essas instituições, como a gestão, a formação de recursos humanos e o financiamento, foram amplamente discutidos. O presidente da Agptea, Fritz Roloff, enfatizou a importância de “laboratórios vivos” nas escolas, ressaltando a necessidade de professores qualificados e equipes técnicas permanentes para a efetividade do ensino.

Uma das propostas que ganhou destaque durante o encontro foi a criação de parcerias público-privadas. Essa alternativa visa apoiar projetos pedagógicos de maneira eficaz, sem transferir a gestão das escolas para a iniciativa privada, o que poderia garantir a continuidade dos objetivos educacionais públicos.

O evento contou com a presença de representantes de oito instituições de ensino, além da Suepro e do Conselho de Diretores das Escolas Técnicas Agrícolas. Luiz Carlos Cosmam, um dos participantes, apontou a necessidade urgente de ampliar o acesso ao ensino técnico no estado, já que apenas 11% dos jovens estão matriculados nesse nível de educação, comparado a mais de 70% em nações desenvolvidas.

A audiência pública também reforçou a urgência de investimentos em infraestrutura e em financiamentos adequados, para que se possa assegurar não apenas a qualidade do ensino, mas também a inclusão dos jovens no mercado de trabalho, contribuindo assim para o desenvolvimento socioeconômico da região.

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