Escrita como ferramenta para desafiar masculinidades disfuncionais
Reflexões sobre masculinidade e a busca por autocompreensão através da escrita.
Um homem de cinquenta anos reflete sobre sua vida marcada pela repressão emocional e pela ausência de amor. Crescendo em um ambiente onde expressar sentimentos era visto como fraqueza, ele aprendeu a esconder suas lágrimas.
Essa repressão poderia ter levado à violência, mas ele conseguiu contornar esse destino. Reconhece que carrega em si uma explosividade que reflete suas origens e experiências, resultando em uma masculinidade disfuncional que se manifesta em comportamentos contraditórios.
O autor reconhece que sua história é uma mistura de fragilidade e virilidade, características que não deseja perpetuar. A escrita se torna um meio de salvação, permitindo-lhe explorar e entender suas emoções, proporcionando um espaço para o autoconhecimento.
Em seu livro de estreia, Os Pêndulos, ele apresenta um personagem que, ao seguir seu coração, acaba destruindo o que está ao seu redor. Esse personagem, Miro, é uma representação de suas próprias vivências e das pessoas que o cercam, refletindo a construção e desconstrução de uma masculinidade tóxica.
O ato de escrever é visto como um remédio pessoal, embora reconheça que essa prática não ressoe da mesma forma para todos. A leitura também é um hábito que pode trazer salvação e ampliar horizontes.
Além disso, ele sugere um exercício importante: olhar-se no espelho e confrontar a própria essência. Encarar o que realmente se encontra por trás da aparência, permitindo-se sentir e, se necessário, chorar. Esse pode ser o primeiro passo em direção a uma transformação significativa.
